sexta-feira, 29 de maio de 2026

MUSEU DO JARDIM BOTÂNICO RECEBE EXPOSIÇÃO DO SESI LAB SOBRE A AMAZÔNIA E SUA BIOECONOMIA

 

Detalhe de instalação artística que remete às garrafadas do Mercado Ver-o-Peso, de Belém (PA)
 Divulgação


“BioOCAnomia Amazônica” será inaugurada no feriadão de Corpus Christi. Mostra aborda biodiversidade e saberes ancestrais por meio de experiências interativas e jogos educativos

 

O Museu do Jardim Botânico recebe a partir de 4 de junho a exposição “BioOCAnomia Amazônica”, concebida pelo SESI Lab e inédita no Rio de Janeiro. A mostra, que será inaugurada durante o feriadão estadual de Corpus Christi, convida o público a mergulhar em uma experiência imersiva sobre bioeconomia, biodiversidade, inovação e conservação ambiental. A entrada é gratuita.
 

A exposição evidencia a potência da bioeconomia como estratégia para o desenvolvimento sustentável das diferentes Amazônias, articulando conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas, a partir de cinco áreas temáticas: “A floresta e o mundo”; “Saberes amazônicos”; “Bioeconomia”; “Indústria e inovação”; “Direitos da floresta”.

Toda a cenografia da exposição foi desenvolvida com materiais sustentáveis, como chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria, ciência, tecnologia e valorização de saberes intergeracionais. A iniciativa integra um esforço do Sistema Indústria e parceiros para apresentar ao público soluções baseadas na conservação da natureza, apoiadas pela inovação e por práticas produtivas sustentáveis. 

Logo na entrada, o visitante é convidado a refletir sobre a Amazônia como um bioma em disputa, fundamental para o equilíbrio climático global e profundamente impactado por desafios como desmatamento, queimadas, mineração, expansão das desigualdades e mudanças climáticas. A partir daí, o percurso expositivo se desdobra em diferentes ambientes imersivos que articulam ciência, biodiversidade, cultura e inovação. 

“O Museu do Jardim Botânico tem como uma de suas vocações promover reflexões sobre biodiversidade, conservação e futuro. Receber a ‘BioOCAnomia Amazônica’ reforça esse compromisso ao aproximar o público de debates urgentes sobre desenvolvimento sustentável e valorização dos saberes tradicionais, por meio de uma experiência sensorial, educativa e acessível”, afirma Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu do Jardim Botânico. 

Para a superintendente de cultura do SESI, Cláudia Ramalho, a chegada da exposição ao Rio de Janeiro representa um marco importante na expansão das iniciativas do SESI Lab. “Levar uma exposição que fala sobre bioeconomia para outras regiões amplia o alcance de discussões fundamentais sobre o desenvolvimento sustentável, ciência, inovação e preservação ambiental”, explica. 

O desenvolvimento da exposição contou com um comitê curatorial formado por consultores especializados, cientistas de universidades do Amazonas e do Pará, além da participação do Instituto Amazônia+21, dos Institutos SENAI de Inovação e da Gerência Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A itinerância da mostra também contou com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A realização da mostra no Rio de Janeiro integra o projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às exposições e ações educativas do museu para diferentes regiões do país. A proposta parte da ideia de aproximar o museu de novos públicos e promover trocas de conhecimento por meio de experiências culturais e educativas.
 

Cerrado também é celebrado no Museu do Jardim Botânico

Além de “BioOCAnomia Amazônica”, o público poderá visitar, no mesmo circuito do Museu do Jardim Botânico, a recém-inaugurada “Ser(Tão): Imersão no Cerrado”, idealizada pela artista visual Flavia Daudt e pela fotógrafa documental e curadora de arte ecológica Ana Paula Freitas Valle. A mostra propõe uma imersão poética no Cerrado brasileiro por meio de fotocolagens, instalações e experiências sensoriais que refletem sobre a biodiversidade e os desafios enfrentados pelo bioma. 

Entre os destaques da exposição está um grande ninho imersivo inspirado no joão-de-pau (Phacellodomus rufifrons), ave do Cerrado, criado pelo artista Ricardo Siri com galhos provenientes de poda sustentável do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A instalação convida o visitante a entrar e contemplar a obra, ampliando a experiência sensorial da mostra.
 

Serviço 

BioOCAnomia Amazônica
Museu do Jardim Botânico
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro

Visitação: 4 de junho a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às quartas-feiras), das 10h às 18h, com última entrada às 17h.

* Há bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos adesivados); é permitida a entrada de carros para embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção.
 

 

SESI Lab.
 

idg

das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.


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