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| Detalhe de instalação artística que remete às garrafadas do Mercado Ver-o-Peso, de Belém (PA) Divulgação |
“BioOCAnomia Amazônica” será inaugurada no feriadão de Corpus Christi. Mostra aborda biodiversidade e saberes ancestrais por meio de experiências interativas e jogos educativos
O Museu do Jardim Botânico recebe a
partir de 4 de junho a exposição “BioOCAnomia Amazônica”, concebida pelo SESI
Lab e inédita no Rio de Janeiro. A mostra, que será inaugurada durante o
feriadão estadual de Corpus Christi, convida o público a mergulhar em uma
experiência imersiva sobre bioeconomia, biodiversidade, inovação e conservação
ambiental. A entrada é gratuita.
A exposição evidencia a potência da
bioeconomia como estratégia para o desenvolvimento sustentável das diferentes
Amazônias, articulando conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças
climáticas, a partir de cinco áreas temáticas: “A floresta e o mundo”; “Saberes
amazônicos”; “Bioeconomia”; “Indústria e inovação”; “Direitos da floresta”.
Toda a cenografia da exposição foi desenvolvida com materiais sustentáveis, como chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria, ciência, tecnologia e valorização de saberes intergeracionais. A iniciativa integra um esforço do Sistema Indústria e parceiros para apresentar ao público soluções baseadas na conservação da natureza, apoiadas pela inovação e por práticas produtivas sustentáveis.
Logo na entrada, o visitante é convidado a refletir sobre a Amazônia como um bioma em disputa, fundamental para o equilíbrio climático global e profundamente impactado por desafios como desmatamento, queimadas, mineração, expansão das desigualdades e mudanças climáticas. A partir daí, o percurso expositivo se desdobra em diferentes ambientes imersivos que articulam ciência, biodiversidade, cultura e inovação.
“O Museu do Jardim Botânico tem como
uma de suas vocações promover reflexões sobre biodiversidade, conservação e
futuro. Receber a ‘BioOCAnomia Amazônica’ reforça esse compromisso ao aproximar
o público de debates urgentes sobre desenvolvimento sustentável e valorização
dos saberes tradicionais, por meio de uma experiência sensorial, educativa e
acessível”, afirma Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu do Jardim
Botânico.
Para a superintendente de cultura do
SESI, Cláudia Ramalho, a chegada da exposição ao Rio de Janeiro representa um
marco importante na expansão das iniciativas do SESI Lab. “Levar uma exposição
que fala sobre bioeconomia para outras regiões amplia o alcance de discussões
fundamentais sobre o desenvolvimento sustentável, ciência, inovação e
preservação ambiental”, explica.
O desenvolvimento da exposição contou
com um comitê curatorial formado por consultores especializados, cientistas de
universidades do Amazonas e do Pará, além da participação do Instituto
Amazônia+21, dos Institutos SENAI de Inovação e da Gerência Executiva de Meio
Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A
itinerância da mostra também contou com recursos da Lei Federal de Incentivo à
Cultura.
A realização da mostra no Rio de
Janeiro integra o projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às
exposições e ações educativas do museu para diferentes regiões do país. A
proposta parte da ideia de aproximar o museu de novos públicos e promover
trocas de conhecimento por meio de experiências culturais e educativas.
Cerrado também é
celebrado no Museu do Jardim Botânico
Além de “BioOCAnomia Amazônica”, o
público poderá visitar, no mesmo circuito do Museu do Jardim Botânico, a
recém-inaugurada “Ser(Tão): Imersão no Cerrado”, idealizada pela artista visual
Flavia Daudt e pela fotógrafa documental e curadora de arte ecológica Ana Paula
Freitas Valle. A mostra propõe uma imersão poética no Cerrado brasileiro por
meio de fotocolagens, instalações e experiências sensoriais que refletem sobre
a biodiversidade e os desafios enfrentados pelo bioma.
Entre os destaques da exposição está um
grande ninho imersivo inspirado no joão-de-pau (Phacellodomus rufifrons),
ave do Cerrado, criado pelo artista Ricardo Siri com galhos provenientes de
poda sustentável do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A instalação convida o
visitante a entrar e contemplar a obra, ampliando a experiência sensorial da
mostra.
Serviço
BioOCAnomia Amazônica
Museu do Jardim Botânico
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro
Visitação: 4 de junho a 3 de novembro
de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às
quartas-feiras), das 10h às 18h, com última entrada às 17h.
* Há bicicletários e estacionamento
exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos
adesivados); é permitida a entrada de carros para embarque e desembarque de
pessoas com dificuldades de locomoção.
SESI Lab.
idg
das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo
da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

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