Coordenadora de Educação Física da Unifran explica
os efeitos científicos da corrida no cérebro, ensina como iniciar de forma
segura e traz conselho para vencer a preguiça
No dia 3 de junho
é celebrado o Dia Mundial da Corrida (Global Running Day), uma data que convida
pessoas do mundo todo a calçarem os tênis e darem os primeiros passos em
direção a uma vida mais ativa. Mas, muito além de queimar calorias e fortalecer
o coração, a ciência revela que o ato de correr funciona como um verdadeiro
"remédio não farmacológico" para a saúde mental e cognitiva. Para
explicar esse impacto profundo, a professora Luciana Moreira Motta Raiz,
coordenadora do curso de Educação Física da Unifran, detalha como a prática
regular da corrida atua no cérebro, auxilia no desempenho profissional e
garante um envelhecimento saudável.
A ciência por
trás da felicidade pós-treino
Sabe aquela sensação de leveza e felicidade que sentimos logo após terminar uma corrida? Ela tem explicação científica e envolve uma verdadeira "química do bem-estar" no cérebro.
"Uma série de estudos já mostrou que a prática regular de corrida estimula a liberação de endorfina, serotonina e dopamina, substâncias diretamente relacionadas à redução do estresse, da ansiedade e de sintomas depressivos", explica Luciana. "Além disso, do ponto de vista cognitivo, os exercícios aeróbicos favorecem a neuroplasticidade, melhorando funções executivas do dia a dia, a memória e a regulação emocional", complementa.
O resultado
prático disso é o aumento da autoestima, maior capacidade de concentração nas
tarefas diárias e uma dose extra de disciplina e disposição geral para encarar
a rotina.
Por que a
corrida é o esporte mais democrático do mundo?
Uma das maiores vantagens da corrida é a sua barreira de entrada quase inexistente. Por ter baixo custo, fácil acesso e poder ser praticada em ruas, parques e praças sem a necessidade de equipamentos complexos, ela atrai públicos de todas as idades, condições financeiras e níveis de condicionamento.
Para quem deseja aproveitar o Dia Mundial da Corrida para sair do sedentarismo, a especialista da Unfiran lista as principais recomendações da literatura científica para começar sem o risco de lesões:
- Comece
de forma gradual: intercale momentos de caminhada com trotes e
corridas leves de distâncias curtas. Respeite os períodos de descanso e
evite aumentos bruscos de intensidade.
- Fortaleça
a musculatura: exercícios para fortalecer as pernas e o core
(sistema de estabilização do tronco e abdômen) são fundamentais para
proteger as articulações dos impactos da corrida.
- Monitore
seus limites: é altamente recomendável contar com a
orientação de um profissional de educação física e monitorar os sinais
vitais.
- Cuide
do básico: uma boa alimentação, hidratação constante e
períodos adequados de sono são combustíveis obrigatórios para quem quer
evoluir no esporte.
Foco no
trabalho, sono regulado e envelhecimento saudável
No longo prazo, os benefícios da corrida se acumulam e funcionam como uma poupança para o futuro. O exercício ajuda a regular o ciclo sono-vigília, combatendo a insônia e a fadiga durante o dia. Além disso, ao aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, o esporte melhora a memória e a tomada de decisões, habilidades que impactam diretamente o desempenho profissional.
Quando o assunto é
envelhecer bem, os corredores ativos saem na frente. "Estudos indicam que
corredores apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, declínio
cognitivo e perda funcional. A corrida contribui para a manutenção da massa
muscular e da densidade óssea, o que garante autonomia e qualidade de vida na
terceira idade", ressalta a professora.
O conselho de
ouro para vencer a preguiça
Para aqueles dias em que a disposição parece não aparecer, a docente da Unifran deixa um conselho prático e acolhedor: "O melhor treino é aquele que você fez, mesmo cansado, mesmo com preguiça ou desejando não fazer. Comece pequeno, respeite os seus limites. Antes o feito que o perfeito. Aos poucos, você se supera", finaliza a especialista.
Unifran
www.unifran.edu.br
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