quarta-feira, 27 de maio de 2026

Dia Mundial Sem Tabaco: cigarro acelera envelhecimento facial e compromete definição do rosto, alerta especialista

 

Além dos danos à saúde, cigarro compromete colágeno, sustentação da face e qualidade da pele, provocando flacidez e aspecto cansado precoce 

 

Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco chama atenção não apenas para os danos pulmonares e cardiovasculares causados pelo cigarro, mas também para os impactos estéticos do tabagismo. Cada vez mais associado ao envelhecimento precoce, o cigarro também afeta diretamente a estrutura da face, acelerando a perda de definição do rosto, a flacidez e o surgimento de rugas em pacientes cada vez mais jovens. 

Segundo o Dr. Carlucio Ragognete, médico especialista em cirurgia plástica da face, o cigarro compromete praticamente todas as estruturas responsáveis pela aparência jovem da face. “O tabagismo reduz a oxigenação dos tecidos, diminui a vascularização da pele e acelera a degradação do colágeno e da elastina. Com o tempo, isso leva a uma face mais flácida, sem viço e com perda progressiva de definição”, explica. 

Estudos científicos reforçam essa relação entre cigarro e envelhecimento facial. Uma pesquisa brasileira publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica concluiu que fumantes apresentam menor quantidade de colágeno, fibras elásticas mais degeneradas e pior qualidade estrutural da pele quando comparadas a não fumantes. Segundo os pesquisadores, o tabagismo acelera diretamente o processo de envelhecimento cutâneo e compromete a sustentação da face.   

Além da pele, o impacto também atinge as estruturas mais profundas do rosto. “Existe uma ideia equivocada de que o cigarro envelhece apenas a pele, mas o impacto é estrutural. O tabagismo interfere na qualidade dos tecidos profundos, na sustentação ligamentar da face e até na distribuição da gordura facial. O rosto perde contorno, definição e qualidade global”, afirma o especialista. 

Entre os sinais mais comuns observados em fumantes estão rugas ao redor da boca, flacidez precoce, sulcos mais marcados, afinamento dos lábios e aspecto constante de cansaço. A nicotina também reduz a circulação sanguínea e aumenta o estresse oxidativo, dificultando a capacidade natural de regeneração da pele. 

Mesmo pessoas jovens já podem apresentar sinais importantes de envelhecimento facial relacionados ao tabagismo. “O envelhecimento facial não depende apenas da idade cronológica. Os hábitos de vida têm um peso enorme nesse processo, e o cigarro é um dos fatores que mais aceleram essa perda de qualidade da pele e da estrutura facial”, ressalta Dr. Carlucio. 

Embora parte dos danos possa ser amenizada após interromper o tabagismo, especialistas reforçam que parar de fumar continua sendo a principal medida para preservar não apenas a saúde, mas também a qualidade e a aparência da pele ao longo dos anos. “A face costuma revelar os hábitos de vida antes mesmo dos exames apontarem consequências mais graves. Muitas pessoas associam o cigarro apenas aos danos internos, mas o envelhecimento facial acelerado também é uma manifestação importante do impacto do tabagismo no organismo”, conclui o médico.

 

Carlucio Ragognete - médico especialista em cirurgia da face, com mais de 20 anos de experiência e atuação reconhecida nacional e internacionalmente. Formado pela Universidade do Vale do Sapucaí, com especialização em Otorrinolaringologia, construiu carreira sólida com foco em cirurgia plástica facial estética e funcional. Foi coordenador de pós-graduação na área por quase uma década e atua como palestrante em eventos científicos no Brasil e no exterior. À frente da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo, é referência em técnicas avançadas de rejuvenescimento com resultados naturais, unindo precisão científica e sensibilidade estética.

 

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