Brasil registra aumento de 12,6% na coleta de leite humano em 2026
Levantamento foi feito pela UVA a partir de dados da Rede
Brasileira de Bancos de Leite Humano
Às vésperas do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, celebrado em
19 de maio, um levantamento feito pela Universidade Veiga de Almeida (UVA)
aponta crescimento nos principais indicadores da Rede Brasileira de Bancos de
Leite Humano (rBLH-BR) nos primeiros meses de 2026. A análise considerou dados
nacionais divulgados pela rede, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz.
Entre janeiro e março deste ano, o Brasil registrou a coleta de
64,1 mil litros de leite humano, volume 12,6% superior ao observado no mesmo
período de 2025. Já a distribuição chegou a 45,3 mil litros, alta de 11,1% na
comparação anual.
Os dados também mostram aumento no número de bebês atendidos pelos
bancos de leite humano do país. O total de receptores passou de 55,8 mil para
61 mil recém-nascidos entre os períodos analisados, avanço de 9,3%. O número de
doadoras também cresceu, passando de 45,2 mil para 49,3 mil mulheres, alta de
9,1%.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano reúne bancos de leite
e postos de coleta distribuídos em todo o país. O leite humano coletado é
destinado principalmente a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados
em unidades neonatais.
“O aumento no volume coletado e distribuído mostra a importância
da conscientização sobre a doação de leite humano e o impacto direto dessa rede
no cuidado neonatal”, afirma Abilene Gouvêa, professora de Enfermagem da
Universidade Veiga de Almeida (UVA) e coordenadora do Banco de Leite Humano do
Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj).
A instituição mantém há dez anos uma sala de apoio ao aleitamento
materno no Campus Tijuca, que auxilia mães trabalhadoras, estudantes e mulheres
da região na retirada e armazenamento de leite.
O espaço incentiva a doação e fornece diretamente para o Banco de
Leite Humano do Núcleo Perinatal Hupe-Uerj, integrante da rBLH-BR no Rio de
Janeiro.
Segundo Abilene, apenas um litro de leite humano doado pode
alimentar até dez recém-nascidos, dependendo das necessidades clínicas de cada
bebê. A doação pode ser feita por mulheres saudáveis que estejam amamentando e
tenham excedente de leite.
Reconhecida internacionalmente, a Rede Brasileira de Bancos de
Leite Humano é considerada a maior e mais complexa do mundo, servindo de modelo
para iniciativas implantadas em diversos países.
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