quinta-feira, 28 de maio de 2026

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: neurologistas destacam 5 cuidados essenciais para qualidade de vida dos pacientes

Doença afeta cerca de 40 mil brasileiros, e diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades

 

Em 30 de maio é celebrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, condição neurológica crônica, inflamatória e autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode comprometer o cérebro, a medula e os nervos ópticos dos pacientes. Apesar de ainda ser considerada de baixa prevalência no Brasil, a enfermidade tem grande impacto funcional e social, principalmente entre mulheres e adultos jovens.

Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), cerca de 40 mil brasileiros convivem atualmente com a doença. Já uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista científica Clinical Neurology and Neurosurgery estimou prevalência agrupada de 14,5 casos por 100 mil habitantes no país, com variações regionais entre 4,5 e 30,7 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com o neurologista João Dib, do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, o diagnóstico precoce e o cuidado contínuo são fundamentais para retardar a progressão da enfermidade e preservar a qualidade de vida.

“A esclerose múltipla pode causar sintomas variados, como alterações visuais, dormências, fadiga intensa, alterações cognitivas e emocionais. Muitas vezes, eles surgem em surtos, alternando períodos de piora e melhora. Entre os principais sinais de alerta estão neurite óptica, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dores, alterações urinárias e fadiga persistente”, explica o especialista.


Cinco cuidados essenciais para pacientes com esclerose múltipla

Manter acompanhamento regular com o neurologista – o monitoramento frequente da condição permite avaliar a evolução da condição neurológica, ajustar terapias e identificar precocemente novos surtos ou lesões.

Seguir corretamente o tratamento – a constância no uso dos medicamentos modificadores da doença é considerada uma das principais estratégias para reduzir inflamações, surtos e incapacidades futuras.

Praticar atividades físicas supervisionadas – exercícios físicos orientados podem ajudar no controle da fadiga, no equilíbrio, na mobilidade e na qualidade de vida dos pacientes.

Priorizar hábitos saudáveis – sono adequado, alimentação equilibrada, controle do estresse e abandono do tabagismo ajudam no bem-estar geral e podem reduzir os impactos dos sintomas.
Cuidar da saúde mental – ansiedade e depressão são comuns em pacientes com EM. O suporte psicológico e o acompanhamento multidisciplinar fazem parte do tratamento.


Diagnóstico precoce pode evitar sequelas 

O neurologista reforça ainda que o tempo é um fator decisivo na esclerose múltipla. O especialista ressalta que o tratamento deve ser individualizado e envolver equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia e suporte psicológico.


“O atraso no diagnóstico pode levar ao acúmulo de lesões e a incapacidades. Na esclerose múltipla, tempo é cérebro, medula e visão”, alerta.


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