• Percentual de inadimplentes pode cair até 31% entre idosos e 24% entre jovens em domicílios de maior renda
• Mesmo
entre consumidores de baixa renda, contexto domiciliar está associado a redução
de 17% no percentual de inadimplentes
•
Considerar o contexto domiciliar amplia a compreensão do comportamento
financeiro do consumidor
A inclusão de
novas variáveis na análise de crédito tem ampliado a capacidade de compreensão
sobre o comportamento financeiro dos brasileiros. Um estudo inédito da Serasa
Experian, primeira e maior datatech do país, mostra que considerar o contexto
do domicílio, como a renda estimada das pessoas que moram na mesma casa,
complementa a análise baseada no perfil individual e está associado a reduções
relevantes nos níveis de inadimplência - definido pelo percentual CPFs com
atrasos superiores a 60 dias após a concessão de um crédito - em diferentes
perfis de consumidores.
Os dados indicam
que consumidores inseridos em domicílios com maior renda apresentam menor
probabilidade de inadimplência. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o percentual
de inadimplentes cai de 9,4% para 6,5% quando estão em domicílios com renda
acima de cinco salários-mínimos, o que significa uma redução de aproximadamente
31%. Entre jovens de até 25 anos, a queda é de 24%, passando de 15,9% para
12,1% no mesmo cenário.
O comportamento
também é observado em outras faixas. Mesmo em domicílios com renda
intermediária (cerca de três salários-mínimos), o percentual de inadimplentes
entre jovens já apresenta redução, indicando que o contexto contribui para uma
leitura mais abrangente do perfil financeiro.
Ao combinar a renda individual estimada com a renda estimada do domicílio, é possível ampliar e complementar a leitura sobre a capacidade financeira. Entre pessoas com renda individual de até dois salários-mínimos, o percentual de inadimplentes é de 13%, mas cai para 10,8% quando essas pessoas estão inseridas em domicílios com renda mais elevada, ou seja, uma redução de cerca de 17%.
No consolidado
geral, o percentual de inadimplentes cai de 11,4% para 8,1% ao comparar
domicílios de menor renda com aqueles de maior renda, uma redução de
aproximadamente 29%.
“Os dados
reforçam que a análise de crédito pode se beneficiar de uma visão cada vez mais
completa do consumidor, composta por mais camada de informação. A
renda estimada individual segue sendo um indicador fundamental, mas,
ao incorporar o contexto do domicílio, é possível enriquecer essa leitura e
tornar as decisões ainda mais precisas e aderentes à realidade financeira. Com
o uso de tecnologia avançada e dados cada vez mais atualizados, incluindo
sinais de consumo em tempo real, os modelos se tornam mais acurados e sensíveis
ao comportamento financeiro do consumidor. Com isso, os credores podem tomar
decisões mais bem munidos de informações, o que contribui com ganhos de
eficiência ao longo de toda a jornada de crédito”, afirma Eduardo Mônaco,
vice-presidente de Crédito e Software Solutions da Serasa Experian.
Diferenças
regionais seguem o mesmo padrão
O comportamento
se repete em diferentes regiões do país. No Sudeste, o percentual de
inadimplentes cai de 12,3% para 9,9% em domicílios de maior renda, uma redução
de cerca de 20%. No Nordeste, a queda é de 14,2% para 11,5% (19%), enquanto no
Norte o percentual recua de 14,7% para 11,9% em faixas intermediárias de renda
domiciliar.
Tecnologia
amplia a análise
Os dados fazem
parte da solução Renda 360, da Serasa Experian, que amplia a análise
tradicional ao incorporar o contexto financeiro do domicílio e da rede de
relacionamentos do consumidor. A partir do cruzamento de informações como
geolocalização e comportamento digital, o modelo estima a renda agregada e
contribui para uma avaliação mais completa da capacidade financeira. Essa
abordagem também vem sendo aplicada ao Score, com o Score 360, que incorpora a
visão em rede para tornar a leitura de risco mais precisa.
“A utilização de
dados comportamentais exclusivos tende a fortalecer os modelos de análise de
risco, ampliando a capacidade de avaliação em diferentes perfis de consumidores,
contribuindo para uma concessão de crédito mais alinhada ao contexto financeiro
das pessoas”, completa Mônaco.
Metodologia
O estudo foi elaborado a partir da solução Renda 360 da Serasa Experian, que analisa o consumidor com base em sua rede de relacionamento, considerando a renda estimada individual e a renda agregada estimada do domicílio. A construção da base utiliza informações como geolocalização e comportamento digital e contempla indivíduos economicamente ativos, com 18 anos ou mais. Essas informações não impactam o cálculo individual da renda estimada e do Score do consumidor.
O percentual de inadimplentes considera CPFs com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de um crédito.
Experian
experianplc.com



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