quinta-feira, 23 de abril de 2026

Geração X é a que mais teme perder o emprego, mesmo entregando bons resultados, revela mapeamento da Serasa Experian

·      A pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil mostra que o medo de perder o emprego atravessa gerações e está mais ligado à percepção de estabilidade do que ao desempenho individual;


·      No total, 77,5% dos profissionais já tiveram medo de perder o emprego;


·      Planos de carreira claros (54,8%), valorização da experiência e do tempo de casa (46,2%) e oferta de treinamentos contínuos (41,1%) são apontados como as principais ações para reduzir a sensação de insegurança no trabalho.

 

A pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil, mapeamento realizado pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, aponta que o medo de perder o emprego é uma realidade para a maioria dos profissionais brasileiros, mesmo entre aqueles que entregam bons resultados. No total, 77,5% dos entrevistados afirmam já ter vivido esse receio ao longo da carreira, mesmo fora de períodos de crise ou demissões em massa.

 

O índice é mais elevado entre os profissionais da Geração X, onde 81,2% relatam já ter tido medo de serem desligados, o maior percentual entre as gerações analisadas. Entre os Millennials, o índice é de 77%, seguido pelos Baby Boomers (73,5%). Já na Geração Z, 72,9% afirmam já ter vivenciado essa insegurança em relação à permanência no emprego. 

Para Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, o dado mostra que a sensação de insegurança não está necessariamente ligada à entrega individual, mas à forma como a relação entre profissionais e empresas é construída. “O medo de perder o emprego aparece em diferentes fases da carreira e reflete expectativas distintas sobre estabilidade e futuro profissional. Mesmo profissionais experientes e com boa performance podem se sentir inseguros quando não há clareza, previsibilidade e reconhecimento na relação com a empresa”, analisa. Veja os dados detalhados no gráfico abaixo:


Reconhecimento, carreira e clareza reduzem a sensação de insegurança

Quando questionados sobre o que pode ajudar a melhorar a sensação de estabilidade no trabalho, 54,8% dos respondentes afirmam que planos de carreira claros e critérios objetivos de progressão são a principal ação para reduzir a insegurança. Na sequência, aparecem a valorização da experiência e do tempo de casa (46,2%) e a oferta de treinamentos contínuos (41,1%). 

O recorte por geração reforça a importância desses fatores. Entre os Millennials, 56,8% apontam planos de carreira claros como principal elemento para aumentar a sensação de estabilidade. Na Geração X, o índice é de 52,1%, enquanto entre os Baby Boomers chega a 58,1%. Já entre a Geração Z, 53,4% destacam a clareza sobre crescimento profissional como fator central para se sentirem mais seguros no trabalho. Confira o detalhamento desta visão no gráfico abaixo:


Fernanda explica que estabilidade percebida está diretamente ligada à clareza da jornada profissional. “Quando a empresa deixa claro quais são os caminhos de crescimento, investe no desenvolvimento contínuo e reconhece a trajetória das pessoas, ela reduz o receio no dia a dia. Estabilidade, para o profissional, passa muito mais por previsibilidade do que por promessas”, afirma.

 

Apesar da insegurança, cresce o otimismo em relação à trajetória profissional


Ao olhar para o futuro, o mapeamento mostra sinais de avanço na expectativa de estabilidade em algumas gerações. Entre os profissionais da Geração Z, a expectativa de estabilidade para o próximo ano cresce de 37,9% para 54,3%, representando o maior avanço entre as gerações. Entre os Millennials, o índice sobe de 49,4% para 58,4%, enquanto na Geração X avança de 55,8% para 61,4%. Já entre os Baby Boomers, a expectativa apresenta leve recuo, passando de 64,7% para 62,5%.


 

Sobre a série Panorama do Trabalho no Brasil


A série Panorama do Trabalho no Brasil reúne capítulos temáticos baseados em mapeamentos realizados pela Serasa Experian para analisar as transformações na relação entre profissionais e empresas, considerando diferentes gerações, expectativas e dinâmicas do mercado de trabalho. O levantamento que compõe este capítulo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, de diferentes gerações e regiões do Brasil. A amostra é representativa da população pesquisada e a margem de erro do estudo é de 3%.

 


Experian
experianplc.com


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