Os exercícios de fisioterapia promovem melhora significativa dos sintomas da doença de Parkinson e reduzem o grau de comprometimento cognitivo
Os especialistas do Instituto de Assistência
Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo destacam a
importância da fisioterapia para a qualidade de vida dos pacientes com
Parkinson. Os exercícios ajudam a diminuir a progressão da doença e melhoram o
controle motor, o equilíbrio e a flexibilidade muscular, proporcionando mais
autonomia para o paciente realizar as atividades do dia a dia.
O Parkinson é um quadro neurológico degenerativo,
crônico e progressivo que afeta o sistema nervoso central e causa tremores e
perda de equilíbrio. O diagnóstico é feito exclusivamente a partir da avaliação
médica com base em resultados de exames laboratoriais, que identificam
alterações características da doença.
A fisioterapeuta do Iamspe, Rivana Paula
Dellanoce Dragone, explica que o tratamento físico o Parkinson é personalizado
de acordo com o quadro clínico de cada paciente. “De modo geral, trabalhamos
fortalecimento e flexibilidade muscular, além de treino de equilíbrio e marcha.
São exercícios simples, que ajudam na realização de atividades do dia a dia,
como segurar um copo pesado e caminhar em uma rua irregular”, afirma.
O neurologista do Iamspe Dr. José Oswaldo de
Oliveira Júnior sinaliza que o Parkinson não tem cura e o tratamento ajuda a
retardar a perda da funcionalidade do paciente. “O principal critério para o
diagnóstico da doença é a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia,
associada a pelo menos um outro sintoma, como tremor em repouso ou rigidez
física. A avaliação do neurologista é essencial para a identificação do
quadro”, complementa o especialista.
O tratamento do Parkinson combina acompanhamento
neurológico com reabilitação física e terapia medicamentosa. A doença é
comumente associada ao envelhecimento, mas pode surgir em pacientes jovens. O
médico reforça que é importante estar atento a alterações no olfato, distúrbios
do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos, porque podem ser
sintomas não motores do quadro.
“O Parkinson pode dar sinais precoces que passam
despercebidos. Por isso, é importante estar atento às alterações e procurar
avaliação médica”, finaliza.
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de
São Paulo - Iamspe

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