terça-feira, 7 de abril de 2026

Dia Mundial de Luta Contra o Câncer: como diferentes tumores e terapias afetam a fertilidade feminina e exigem ação rápida

O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, lembrado em 8 de abril, exige um debate franco sobre a qualidade de vida após a cura. Para mulheres diagnosticadas com tumores de mama, intestino, tireoide, linfomas ou leucemias, o impacto inicial e o medo são sempre duplos.

Além da dura batalha pela do tratamento, surge a preocupação de que as intervenções médicas afetem o sonho da maternidade. O avanço clínico salva milhões de vidas, mas cobra um preço alto e exige proteção reprodutiva.
 

O impacto dos tratamentos oncológicos
 

O dano à fertilidade varia bastante conforme o tipo de tumor diagnosticado e o protocolo oncológico adotado para a cura. A quimioterapia, por exemplo, utiliza compostos sistêmicos que podem induzir a menopausa precoce e a falência ovariana. A radioterapia direcionada à região pélvica também causa intercorrências significativas ao útero feminino. Já as intervenções cirúrgicas para tumores ginecológicos frequentemente resultam na retirada total dos órgãos reprodutores.
 

A urgência do especialista em oncofertilidade 

É exatamente nesse cenário de vulnerabilidade que o papel do especialista em reprodução humana se torna recomendada. A janela de tempo entre o diagnóstico oncológico e o início do tratamento é muito curta e exige decisões médicas precisas. O encaminhamento ágil pelo oncologista permite que a clínica de reprodução crie um protocolo personalizado de oncofertilidade rapidamente. 

Esse planejamento coordenado é a única forma de garantir a captação segura dos gametas antes que a toxicidade atinja o corpo.
 

O avanço das técnicas de preservação 

A medicina reprodutiva moderna dispõe de um arsenal seguro para blindar o futuro dessas pacientes contra os efeitos dos medicamentos. O congelamento de óvulos se consolida como o método mais procurado, exigindo uma rápida estimulação ovariana no laboratório especializado. 

Para os quadros mais graves em que a quimioterapia precisa iniciar em poucos dias, o congelamento do tecido ovariano desponta como salvação. Essa inovação permite preservar fragmentos biológicos que serão reimplantados futuramente para restaurar a fertilidade. No momento, essa tecnologia está em análise pela Anvisa, podendo chegar às pacientes brasileiras em um futuro próximo.
 

A autonomia sobre o próprio futuro 

Diretor da Clínica Mãe e especialista em reprodução humana, o Dr. Alfonso Massaguer vivencia a angústia dessas pacientes rotineiramente. Ele defende que o diagnóstico oncológico não precisa vir acompanhado da sentença irreversível da infertilidade definitiva. O médico ressalta que o ato prático de preservar a biologia ovariana atua como um pilar de sustentação psicológica incomparável para a paciente. 

"As terapias oncológicas são intensas, mas o congelamento de óvulos diz a essa mulher que nós acreditamos no futuro dela. Quando a paciente preserva seu material genético, ela retira da doença o poder de decidir sobre a sua maternidade. É uma mensagem de esperança que permite iniciar a luta contra o tumor sem comprometer sua autonomia reprodutiva futura. Nosso trabalho é agir com rapidez máxima para que a cura seja o começo de uma nova etapa familiar", garante o Dr. Alfonso. 

Ele também destaca que o Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos, localizado na Rua Doutor César, 530, em São Paulo (SP) oferece soluções de preservação de fertilidade a preços mais acessíveis.

 

Clínica Mãe
Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97335| RQE 42794

 

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