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| Vacinação, hábitos de higiene e acompanhamento médico são fundamentais para evitar complicações em pessoas com mais de 60 anos. Freepik |
Vacinação, hábitos de higiene e acompanhamento médico são fundamentais para evitar complicações em pessoas com mais de 60 anos
O avanço da gripe no Brasil tem reforçado a
necessidade de atenção redobrada com a saúde da população idosa. Embora
frequentemente associada a quadros leves, a doença pode evoluir de forma mais
grave em pessoas com mais de 60 anos, especialmente na presença de comorbidades
e fragilidades próprias do envelhecimento.
Dados recentes do Sistema de Informação da
Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) apontam um crescimento
expressivo das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
associada à influenza, com impacto mais acentuado entre pessoas com 60 anos ou
mais. Entre janeiro e a segunda semana de março de 2026, as hospitalizações
nessa faixa etária aumentaram 153% em comparação com o mesmo período do ano
anterior, sinalizando uma antecipação e maior intensidade na circulação do
vírus, cenário que reforça a maior vulnerabilidade da população idosa frente à
doença.
Segundo o médico geriatra e superintendente
de Medicina Preventiva da MedSênior, Dr. Roni Mukamal, o
envelhecimento do sistema imunológico reduz a capacidade de resposta do
organismo a infecções respiratórias. “A gripe em idosos não deve ser encarada
como algo trivial. Há maior risco de complicações, como pneumonia,
descompensação de doenças crônicas e necessidade de hospitalização”, afirma.
A vacinação anual contra a influenza segue
como a principal estratégia de prevenção, pois o imunizante é periodicamente
atualizado para acompanhar as cepas em circulação e contribui de forma
significativa para reduzir a gravidade dos quadros e o risco de complicações.
Como complemento, medidas simples no cotidiano como a higienização frequente
das mãos, a manutenção de ambientes bem ventilados, uso de máscara e o hábito
de cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar em público são eficazes para
conter a transmissão do vírus e proteger especialmente os grupos mais
vulneráveis.
O especialista também ressalta a importância
da identificação precoce dos sintomas. Febre, tosse, dores no corpo, fadiga e
alterações no estado geral devem ser avaliadas rapidamente. “Nos idosos, os
sintomas podem se manifestar de forma menos evidente. Por isso, qualquer
mudança no padrão habitual de saúde deve ser investigada”, orienta.
Modelos de cuidado baseados no acompanhamento
contínuo contribuem para reduzir riscos, ao permitir monitoramento mais
próximo, incentivo à adesão vacinal e intervenções precoces. Diante do
envelhecimento populacional, estratégias preventivas tornam-se ainda mais
essenciais para preservar a autonomia e a qualidade de vida.
“Prevenir a gripe é evitar complicações que podem impactar de forma significativa a saúde do idoso. Trata-se de um cuidado essencial, com benefícios diretos na manutenção da funcionalidade e do bem-estar”, conclui Mukamal.
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