segunda-feira, 13 de abril de 2026

Alta nos medicamentos já impacta o bolso e amplia busca por alternativas de acess

 

Freepik

Após aumento autorizado, especialistas destacam estratégias para reduzir o impacto no orçamento e manter o uso contínuo 

 

Os medicamentos já estão mais caros após o reajuste anual autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que entrou em vigor em 1º de abril. Com os novos preços nas farmácias, o impacto no orçamento das famílias já começa a ser sentido, especialmente entre pacientes que dependem de tratamentos contínuos. 

Para 2026, a CMED definiu tetos de reajuste diferentes conforme o nível de concorrência de cada medicamento. Remédios com maior concorrência puderam ter aumento de até 3,81%. Já os medicamentos com concorrência intermediária tiveram teto de 2,47%, enquanto aqueles com menor concorrência puderam chegar a 1,13%. 

Na prática, o aumento médio aplicado ficou em torno de 2,2%, abaixo da inflação projetada, mas ainda relevante para milhões de brasileiros. Como o reajuste funciona como um teto regulatório, as indústrias tiveram autonomia para definir se e como repassariam os aumentos, de acordo com suas estratégias comerciais e o ambiente competitivo. 

Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas que ajudem a reduzir custos sem comprometer a adesão aos tratamentos, um ponto de atenção para especialistas, que alertam para os riscos da interrupção ou do uso irregular de medicamentos por motivos financeiros. 

O impacto ocorre em um momento de forte expansão do setor farmacêutico. O varejo no Brasil movimenta mais de R$ 240 bilhões por ano e registrou crescimento de cerca de 10% em 2025, segundo dados da IQVIA em parceria com a Abrafarma¹. Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor reforça a sensibilidade ao preço: mais de 75% dos brasileiros escolhem onde comprar medicamentos com base no custo². 

Segundo Wilson Oliveira, vice-presidente do Grupo EP e líder geral da Pixel Saúde, o reajuste anual reforça a necessidade de ampliar o acesso a alternativas que ajudem na continuidade dos tratamentos. “O aumento dos medicamentos pressiona principalmente pacientes com doenças crônicas, que têm gastos recorrentes e, muitas vezes, elevados. Sem alternativas, parte dessas pessoas acaba interrompendo ou espaçando o uso, o que pode trazer consequências graves para a saúde”, afirma. 

Os Programas de Benefício em Medicamentos (PBM) ganham ainda mais relevância como alternativa para aliviar o impacto no bolso, especialmente após a entrada em vigor dos novos preços. Esses programas conectam indústrias farmacêuticas, farmácias e empresas para oferecer descontos diretos ao consumidor no momento da compra e vêm ganhando espaço em meio à transformação do varejo farmacêutico, cada vez mais orientado a serviços e soluções de acesso à saúde. 

De acordo com Wilson Oliveira, o modelo ainda é pouco conhecido por grande parte da população, mas pode representar uma economia significativa. “Muitas pessoas não sabem que podem ter acesso a descontos relevantes em medicamentos por meio de programas estruturados. Dependendo do tipo de remédio e das parcerias envolvidas, a economia pode ser bastante expressiva, o que faz diferença direta na continuidade do tratamento”, explica. 

Plataformas como a epharma, pioneira em PBM no Brasil, operam esse tipo de solução, permitindo que usuários tenham acesso a uma ampla rede de farmácias credenciadas e condições diferenciadas de compra. Além de reduzir custos, o modelo contribui para maior previsibilidade dos gastos com saúde, especialmente para pacientes de uso contínuo. 

Diante do reajuste já em vigor, especialistas recomendam que o consumidor adote uma postura mais ativa na gestão dos gastos com medicamentos. Comparar preços, verificar a disponibilidade de genéricos e buscar programas de desconto estão entre as principais estratégias para reduzir o impacto no orçamento. 

“O acesso à saúde passa também pela capacidade de manter o tratamento ao longo do tempo. Iniciativas que ampliam o acesso financeiro aos medicamentos têm um papel fundamental nesse cenário”, completa o executivo. 

Com os novos preços já aplicados desde abril, a tendência é que soluções voltadas à economia e ao acesso ganhem ainda mais relevância no país, tanto para consumidores quanto para empresas que buscam apoiar a saúde de seus colaboradores.

 

Grupo EP 

 

Referências

¹De ponto de venda a hub de serviços: a nova fase do varejo farmacêutico. Dados divulgados pela Abrafarma e IQVA e reproduzido pelo site E-commerce Brasil. Disponível em Link 

²Pesquisa Sobre o Comportamento do Consumidor de Farmácia no Brasil – Edição 2021. Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC). Disponível em Link


Nenhum comentário:

Postar um comentário