Nos últimos anos, a inteligência artificial foi se
tornando cada vez mais comum na hotelaria, principalmente por meio de chatbots
e sistemas de recomendação. Mas, agora, estamos diante de um salto tecnológico
ainda maior. A discussão avança para os agentes de IA, que representam a
próxima fronteira da automação e que prometem redefinir a eficiência
operacional e a personalização da experiência do hóspede.
E,
aqui, é crucial entender a diferença: enquanto um chatbot ou um assistente
tradicional responde a um comando, um agente de IA possui autonomia para tomar
decisões e executar tarefas complexas a fim de atingir um objetivo, a partir de
critérios pré-definidos. Ou seja, ele não apenas responde, ele age.
Imagine
um "agente de revenue management" que, em vez de apenas apresentar
dados, monitora autonomamente os preços dos concorrentes, a ocupação de voos
para a sua cidade e até mesmo a previsão do tempo. Com base no objetivo de
"maximizar a receita para o próximo feriado", ele ajusta
dinamicamente as tarifas em todos os canais de distribuição (OTAs e canal
direto), sem necessidade de intervenção humana a cada passo. Isso não é ficção
científica, é a aplicação prática da IA agêntica.
Na
operação, as possibilidades são igualmente transformadoras. Um agente de IA
pode gerenciar o backoffice, prevendo a demanda de insumos para o restaurante e
automatizando ordens de compra, por exemplo. Para o hóspede, um "agente
concierge" poderia identificar que seu voo atrasou e, proativamente,
oferecer um late check-out ou sugerir um jantar especial via room service,
transformando um potencial transtorno em uma experiência de cuidado e
exclusividade.
Mas para abraçar essa revolução, não basta adquirir uma ferramenta: é preciso construir uma base tecnológica consistente, robusta e integrada. Os dados são o combustível desses agentes, e garantir sua qualidade, governança e segurança é mandatório. É por isso que na TOTVS criamos o LYNN, primeiro foundation de IA B2B brasileiro, que reúne os ativos e recursos tecnológicos necessários para ampliarmos nossa capacidade de desenvolver agentes altamente especializados, baseados em ANI (Artificial Narrow Intelligence), ou seja, inteligência artificial de propósito específico. Tudo isso de forma eficiente e segura.
Os agentes de IA não são apenas uma evolução, mas uma mudança de paradigma. Eles atuarão como parceiros proativos dos gestores hoteleiros, automatizando a complexidade e liberando as equipes para focarem no que fazem de melhor: proporcionar uma hospitalidade genuína e memorável.
João Giaccomassi - diretor de produtos para Hotelaria da TOTVS
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