Precisão
e recuperação acelerada são destaques para procedimento indicado tanto para
casos de tumores malignos e benignos
O
câncer de esôfago e os tumores que afetam a musculatura esofágica, estrutura
muscular que liga a boca ao estômago representam desafios significativos para a
medicina moderna, principalmente por anatomicamente ocupar 3 regiões
diferentes, região cervical, torácica e abdominal, além de fazer limite com
estruturas nobres do trato respiratório e vascular. Felizmente o avanço das
técnicas minimamente invasivas, especialmente a cirurgia robótica, tem
transformado o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
O
Dr. Eduardo de Barros Correia (CRM 119348 / RQE 34778), cirurgião geral
certificado pela Associação Médica Brasileira e Colégio Brasileiro de
Cirurgiões em cirurgia robótica do Grupo São Lucas, destaca como a
tecnologia aliada à precisão cirúrgica permite intervenções complexas com menor
trauma ao organismo e acesso preciso.
Um
tumor de esôfago caracteriza-se pelo crescimento anormal de células na parede
do órgão. Embora existam tipos malignos agressivos, como o carcinoma e o
adenocarcinoma, tumores benignos como o leiomioma, que nasce na camada
muscular, também podem exigir intervenções complexas devido ao seu tamanho e
aos sintomas compressivos que causam.
A
atenção aos sintomas é crucial para o diagnóstico precoce. O principal sinal é
a disfagia, que é a dificuldade progressiva de engolir, começando com alimentos
sólidos e evoluindo para líquidos. Outros sintomas incluem perda de peso sem
motivo aparente, dor ao engolir e anemia.
"O
paciente deve estar atento e procurar avaliação médica ao apresentar
dificuldade persistente para engolir ou sintomas de refluxo de longa data que
apresentem piora recente, especialmente se houver histórico de tabagismo ou
obesidade", alerta o especialista.
Entre
os principais fatores de risco estão o consumo crônico de álcool, o tabagismo,
a obesidade e a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica.
O Papel da Tecnologia Robótica
Para
casos em que a cirurgia é indicada, a via robótica oferece vantagens superiores
à cirurgia aberta tradicional. Segundo o Dr. Eduardo, a técnica robótica mantém
todos os princípios de segurança oncológica, mas com benefícios claros na
recuperação.
"A
cirurgia robótica proporciona uma visão tridimensional ampliada e maior
precisão nos movimentos. Isso resulta em menor perda de sangue, menos dor após
a operação e um tempo de internação reduzido, permitindo que o paciente retorne
mais rápido às suas atividades habituais", explica o cirurgião.
Um
caso recente acompanhado pelo médico e operado no Hospital São Lucas ilustra o
potencial da técnica. Uma paciente jovem apresentava um leiomioma, tumor
benigno de músculo, de grandes proporções na transição entre o tórax e o
abdômen. Apesar de não ser câncer, o tumor causava uma obstrução que impedia a
alimentação adequada e trazia riscos de sangramento. A equipe optou pela
esofagectomia de IvorLewis por via robótica.
“Graças
à precisão do robô, a paciente teve uma evolução excelente, com alta hospitalar
rápida e retorno completo à vida normal, sem qualquer dificuldade para se
alimentar”, pontua o médico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário