| Crédito: Matheus Campos Objetivo é que o idoso viva com dignidade, conforto e cuidado |
À medida que a expectativa de vida avança e mais pessoas chegam às décadas
finais da vida, cresce também a necessidade de modelos de cuidado que respeitem
autonomia, segurança e conforto. Nesse cenário, o home care se consolida como
uma abordagem essencial para promover longevidade com qualidade de vida para
idosos e seus familiares.
“O home care deixou de ser apenas uma alternativa-afetiva ao ambiente hospitalar e se tornou uma necessidade diante do envelhecimento populacional. Cuidar em casa significa manter a rotina, preservar memórias, respeitar as suas conquistas e acolher o idoso no ambiente que ele mais ama”, afirma Daniele Chaves, fisioterapeuta e diretora da Palliative Care.
Novos desafios
Com o aumento da expectativa de vida, muitas pessoas convivem por mais tempo com doenças crônicas, limitações funcionais ou a necessidade de acompanhamento contínuo. Nesses casos, deslocar-se com frequência para consultas e acompanhar diferentes serviços pode gerar desgaste físico e emocional, tanto para o idoso quanto para seus cuidadores. A atenção domiciliar, com acompanhamento profissional personalizado, garante continuidade e segurança ao tratamento, além de integrar ações que favorecem o bem-estar global do paciente.
| Crédito: Matheus Campos Cuidadora dá assistência em todas as etapas da rotina da idosa |
O
cuidado contínuo é um desafio para muitas famílias, que convivem com jornadas
extenuantes de apoio sem o suporte técnico necessário. Estudos mostram que o
papel de cuidador informal pode elevar níveis de estresse, ansiedade e impacto
na saúde física dos familiares, especialmente sem apoio especializado. “O home
care alivia a sobrecarga dos cuidadores, trazendo tranquilidade às famílias.
Além de assistência técnica, oferecemos orientação e suporte emocional,
fundamentais para garantir saúde e equilíbrio a todos envolvidos”, explica
Daniele.
Prevenção de quedas e perda de autonomia
Erros
nas rotinas cotidianas, desde esquecer de tomar medicação até um tropeço em
tapetes soltos, podem desencadear quedas, internações e perda de autonomia. A
adaptação do lar é um dos pilares do cuidado domiciliar: remover tapetes,
colocar barras de apoio no banheiro, reorganizar ambientes e evitar cantos
pontiagudos são medidas que fazem grande diferença na redução de acidentes.
A
funcionária pública T.L. lembra, com pesar, do acidente em casa que fez
acelerar a perda da mãe. Ela tinha Alzheimer e nas conduções rotineiras mais
difíceis sempre fazíamos em duas pessoas. No entanto, um dia meu pai não
esperou a minha irmã para dar banho e, em dado momento dentro do box, minha mãe
caiu, meu pai não conseguiu sustentá-la e ela bateu a cabeça. Foi internada com
traumatismo craniano, ficou hospitalizada por algumas semanas e não voltou para
casa. Certamente se contássemos com apoio profissional esse acidente não
aconteceria”, lamenta.
Transição hospital–casa com segurança
| Crédito: Matheus Campos No home care o idoso tem apoio por 24 horas |
O retorno do idoso ao lar após uma internação pode ser um período de vulnerabilidade. “A transição hospital–casa precisa ser planejada com cuidado. O home care assegura continuidade do tratamento, minimiza riscos e acelera a recuperação, com profissionais preparados para realizar desde a administração de medicamentos até fisioterapia e acompanhamento clínico”, destaca Daniele.
O
cuidado domiciliar não se resume à presença de um único profissional:
dependendo das necessidades do paciente, médicos, enfermeiros, técnicos de
enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e outros especialistas podem ser
integrados de forma coordenada. Essa abordagem possibilita que cada aspecto da
saúde do idoso seja monitorado e ajustado ao longo do tempo.
É
comum que idosos enfrentem desafios na alimentação adequada. Falta de apetite e
dificuldade de sair para comprar alimentos ou preparar refeições são alguns dos
empecilhos. A presença de profissionais capacitados em casa garante que a
nutrição seja observada e ajustada, promovendo melhor aproveitamento de
nutrientes e apoio às necessidades de cada fase. Além disso, lembrar de tomar
medicamentos corretamente é uma tarefa que, quando negligenciada, pode
comprometer o tratamento. A supervisão profissional reduz esse risco e
contribui diretamente para a eficácia terapêutica.
“O
objetivo maior do home care é assegurar que o paciente viva com dignidade,
conforto e cuidado. Estar em casa, com carinho e segurança, faz toda a
diferença no processo de envelhecer bem”, conclui Daniele Chaves.
Palliative Care
@palliativecarebr
Nenhum comentário:
Postar um comentário