quinta-feira, 12 de março de 2026

Estudo da USP aponta eficácia da estimulação cognitiva

Artigo científico aponta ganhos associados ao método Supera, incluindo melhora da memória, da saúde mental e da qualidade de vida

 

Em 2026, foi publicado um artigo inédito na revista International Psychogeriatrics que demonstrou que o método Supera, baseado na estimulação cognitiva, está associado a uma série de benefícios para pessoas idosas escolarizadas e sem comprometimento cognitivo. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), com colaboração do Departamento de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP. 

A gerontóloga Thais Bento, autora principal do estudo e
 pesquisadora da USP, durante o evento de lançamento
da pesquisa, em São Paulo (SP).
Crédito: Junior Rosa
 Entre os principais resultados estão a redução de 60% nas queixas cognitivas, melhora de aproximadamente 45% na memória ao longo de um ano com o método Supera, considerando o conjunto de funções executivas e cognição geral, e redução de 29% dos sintomas depressivos. “Sem dúvida, podemos afirmar que esses dados são representativos e evidenciam que as pessoas que participam das atividades com o método Supera apresentam vantagens significativas para sua vida como um todo”, afirma a gerontóloga Thais Bento, autora principal do estudo e pesquisadora da USP.



Metodologia e dados principais 

O foco do estudo foi avaliar e investigar a eficácia de um Programa de Estimulação Cognitiva para idosos que não apresentavam comprometimento cognitivo nem demências, utilizando a metodologia brasileira do método Supera de estimulação cognitiva, uma importante intervenção não farmacológica com foco no envelhecimento ativo. O trabalho apresenta diferenciais para pessoas que participam das atividades e intervenções propostas com foco na longevidade ativa e pode atuar como uma importante estratégia de prevenção não farmacológica.

Os participantes foram distribuídos aleatoriamente entre diferentes grupos, seguindo rigor metodológico. Outro diferencial foi o acompanhamento longitudinal, com avaliações realizadas aos 6, 12, 18 e 24 meses, o que permitiu observar a efetividade ao longo do tempo. 

“Um ensaio clínico com esse nível de robustez é considerado padrão-ouro em pesquisas sobre intervenções em saúde, e os dados publicados evidenciam que o método Supera alcança reconhecimento internacional com credibilidade científica”, diz Thais. Esse é o primeiro ensaio clínico randomizado de longa duração de um programa de estimulação cognitiva realizado no Brasil com idosos saudáveis.


Envelhecimento saudável

A estimulação cognitiva é considerada uma intervenção capaz de promover benefícios significativos para a saúde cognitiva, contribuir para a saúde mental, preservar autonomia e segurança e favorecer o envelhecimento saudável.

Até então, havia poucos estudos com esse perfil no contexto nacional. A publicação amplia a relevância científica de um método desenvolvido no Brasil. Os participantes apresentaram melhora em diferentes domínios, incluindo habilidades associadas ao planejamento, organização, tomada de decisões, estruturação de pensamentos e fluidez na comunicação, entre outros aspectos ligados à função executiva e à cognição global. 

O estudo baseou-se em um ensaio clínico randomizado, controlado e cego, voltado à avaliação dos efeitos de um programa multicomponente de estimulação cognitiva em pessoas idosas, com intervenções de caráter recreativo, educacional e acompanhamento de especialistas. Essas características asseguraram rigor metodológico e confiabilidade aos resultados, além de representarem um avanço relevante no cenário brasileiro. 

“Realizamos o estudo na capital paulista, com pessoas idosas saudáveis, e entendemos que os resultados contribuem de forma representativa para o debate nacional sobre envelhecimento saudável”, afirma Thais.

O trabalho também se destaca por preencher uma lacuna científica, sendo um dos maiores ensaios clínicos randomizados realizados no Brasil sobre o tema, com 207 participantes com 60 anos ou mais, cognitivamente saudáveis, divididos em três grupos: grupo experimental (participantes do programa Supera), grupo controle ativo (participantes de aulas sobre envelhecimento saudável) e grupo controle passivo (sem intervenção).

A publicação em periódico de alto impacto documenta publicamente o delineamento do estudo, insere o método Supera na literatura científica e reforça o compromisso com a transparência e a responsabilidade social.

“Investimos em saúde, qualidade de vida e estimulação cognitiva. Ter respaldo científico de alto nível consolida esse propósito e oferece fundamentação teórica e prática para nossos alunos em todo o País”, afirma Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera.


Sobre o método Supera

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva voltada para pessoas de todas as idades. Presente em mais de 250 unidades no Brasil, o curso do método oferece aulas semanais de duas horas, com atividades que estimulam o cérebro de forma estruturada e lúdica. Durante as aulas, os alunos utilizam ferramentas como ábaco, jogos de tabuleiro, jogos on-line, livros de exercícios, neuróbicas e dinâmicas em grupo. Com a prática, desenvolvem habilidades como foco, memória, atenção, raciocínio lógico e autoestima.

Os benefícios podem se refletir em diferentes áreas da vida: melhor desempenho escolar para crianças, maior produtividade no trabalho para adultos e, no caso dos idosos, mais autonomia, longevidade ativa e estímulo à prevenção de doenças neurodegenerativas.


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