Levantamento
nacional revela que soft skills superam conhecimentos técnicos e destaca
desafios como rotatividade e baixa atratividade das vagas. Clique aqui para
acessar o estudo:
Relatório
CIEE Empresas_Divulgação_Envio01-12 (1) (1).pdf
A vontade de
aprender e a atitude profissional têm se consolidado como os principais
diferenciais para estudantes que buscam uma oportunidade no mercado de
trabalho. É o que mostra uma pesquisa nacional encomendada pelo Centro de
Integração Empresa-Escola (CIEE) e realizada pelo Instituto Locomotiva, com 260
profissionais de Recursos Humanos de empresas de diferentes portes e setores,
entre julho e outubro de 2025.
De acordo com o
levantamento, 84% das empresas afirmam que a abertura ao aprendizado contínuo é
mais importante do que a excelência técnica no momento de efetivar um
estagiário. Além disso, a vontade de aprender aparece como o principal critério
de seleção, citada por 37% dos entrevistados, superando habilidades técnicas e
experiência prévia.
O estudo reforça
que o estágio segue como uma importante porta de entrada para o mercado de
trabalho. Mais da metade das empresas efetiva acima de 50% dos estagiários, com
média geral de efetivação de 42%, demonstrando que o desempenho durante o
programa pode ser decisivo para a contratação.
Entre os
principais fatores que contribuem para a efetivação estão postura profissional
— como pontualidade, responsabilidade e ética —, comprometimento com resultados
e proatividade. Esses elementos indicam que as empresas valorizam mais o
comportamento e a evolução do estagiário do que o conhecimento prévio.
Para Rodrigo
Dib, superintendente Institucional do CIEE, mais do que um currículo cheio de
cursos, o que realmente faz a diferença é a atitude. “Para os contratantes, é
essencial que o estagiário demonstre interesse em aprender e comprometimento
com as responsabilidades atribuídas a ele, mostrando que quer evoluir. Ter isso
em mente pode fazer com que o caminho entre o estágio e a efetivação se
realize.”
Desenvolvimento
e crescimento atraem jovens
Na percepção das
empresas, os estudantes estão cada vez mais atentos às oportunidades de
crescimento. A possibilidade de desenvolvimento profissional (27%) e a chance
de efetivação (24%) são os principais atrativos das vagas de estágio, seguidos
pela bolsa-auxílio.
Esse cenário
mostra que os jovens não buscam apenas experiência, mas também perspectivas
concretas de carreira, com aprendizado contínuo e evolução dentro das
organizações.
Apesar disso,
ainda há desafios. Segundo a pesquisa, 63% das empresas reconhecem que muitos
estagiários desistem das vagas por considerá-las pouco atrativas, especialmente
em relação à remuneração e às condições de trabalho.
Rotatividade
e modelo de trabalho desafiam empresas
A alta
rotatividade de estagiários, apontada por 26% das empresas, é o principal
desafio enfrentado pelos empregadores. Outros pontos críticos incluem o valor
da bolsa-auxílio e a estrutura oferecida aos jovens.
Embora 85% dos
programas de estágio ainda sejam totalmente presenciais, o mercado começa a dar
sinais de mudança: 55% das empresas afirmam que os estudantes preferem modelos
mais flexíveis, indicando uma transição no formato de trabalho e a necessidade
de adaptação por parte das organizações.
Liderança
e acompanhamento fazem a diferença
O papel dos
gestores também é determinante para o sucesso dos estagiários. Para 78% das
empresas, o líder direto é o principal responsável pelo desenvolvimento do
jovem. No entanto, 63% admitem não conseguir oferecer o suporte ideal no dia a
dia.
Diante disso,
85% defendem a necessidade de capacitação específica para gestores, como forma
de melhorar a experiência, o engajamento e o desempenho dos estagiários.
Parcerias
fortalecem programas de estágio
A pesquisa
também destaca a importância das empresas integradoras, como o CIEE, que atuam
além da intermediação de vagas. Essas instituições contribuem para o
desenvolvimento dos estagiários, oferecem acompanhamento ao longo do programa e
auxiliam na orientação profissional.
Para 93% das
empresas, essas parcerias garantem o cumprimento das exigências legais. Além
disso, 88% afirmam que melhoram a qualidade das contratações e 81% reconhecem
impacto positivo no desempenho dos jovens.
Atitude
é o diferencial
O levantamento conclui que, no início da carreira, o que
realmente faz a diferença não é um currículo repleto de cursos, mas a
combinação de interesse, atitude e comprometimento. Esses fatores são decisivos
para transformar o estágio em uma oportunidade real de efetivação e crescimento
profissional.
CIEE
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