sábado, 7 de março de 2026

Emagrecer não é tratar flacidez: por que confundir as duas coisas pode frustrar mulheres

 

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No Dia Mundial da Obesidade, especialistas explicam que metabolismo e estrutura dérmica são processos distintos

 

No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o foco costuma estar na balança e nos impactos metabólicos do excesso de peso. Mas existe uma diferença pouco explorada nas narrativas de transformação corporal. Emagrecer é um processo metabólico. Firmeza da pele é uma questão estrutural. Quando essas duas dimensões são confundidas, a frustração aparece.

A perda de gordura ocorre por reorganização hormonal, déficit calórico e adaptação metabólica. A flacidez, por outro lado, está ligada à qualidade do colágeno e à capacidade de retração da pele. Após grandes perdas de peso, especialmente quando rápidas, é comum que a pele não acompanhe a nova composição corporal. Isso não indica falha no emagrecimento, mas uma consequência previsível do limite de elasticidade do tecido.

Segundo a médica Gina Matzenbacher, perder peso não significa recuperar automaticamente a firmeza da pele. “São mecanismos diferentes do corpo. A gordura diminui por estímulo metabólico. Já a sustentação depende da estrutura dérmica, que precisa ser estimulada de outra forma”, explica. É nesse ponto que entram tecnologias voltadas ao estímulo de colágeno, como o Harmonize Gold, cuja proposta é fortalecer a base da pele de forma progressiva, e não atuar na queima de gordura.

A diferença pode parecer sutil, mas muda a expectativa. Procedimentos estruturais podem melhorar textura e contorno, mas não representam emagrecimento adicional. Quando essa distinção é compreendida, a estética deixa de ser extensão da dieta e passa a ser estratégia complementar.

No contexto do Dia Mundial da Obesidade, separar metabolismo de estrutura é fundamental. Emagrecer transforma o corpo. Reconstruir firmeza é outro processo. Confundir os dois gera expectativa irreal. Entender essa diferença permite decisões mais técnicas e resultados mais alinhados à biologia.

 

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