Evolução silenciosa: 5 sinais de alerta para problemas renais
Exames simples de urina e creatinina
ajudam a identificar precocemente
doença renal que afeta 1 em cada 10
pessoas no mundo
A Doença Renal Crônica (DRC) afeta cerca de 1 em cada 10 pessoas
no mundo e, na maioria dos casos, evolui de forma silenciosa, sem sintomas nas
fases iniciais. Exames simples, como a análise de urina e a dosagem de
creatinina no sangue, são fundamentais para identificar precocemente alterações
nos rins e permitir o início do tratamento antes que ocorram complicações mais
graves.
Segundo a Dra. Maristela Carvalho da Costa, responsável pelo setor
de Nefrologia do Hospital Santa Catarina - Paulista, a ausência de sintomas
contribui para o diagnóstico tardio. “Muitos pacientes só descobrem a doença
quando a função renal já está bastante comprometida. A inclusão dos exames de
urina e creatinina nos check-ups de rotina, especialmente em pessoas com
fatores de risco, pode mudar esse cenário”, afirma.
A especialista explica que alguns sinais podem indicar que algo
não vai bem com os rins e merecem atenção médica. Confira:
- Inchaço nas pernas, tornozelos, pés ou ao redor dos olhos,
causado pela retenção de líquidos
- Alterações na urina, como espuma excessiva, mudança de cor,
presença de sangue ou diminuição do volume urinário
- Cansaço excessivo e fraqueza, mesmo sem esforço físico
intenso
- Pressão arterial difícil de controlar, mesmo com uso de
medicação
- Falta de apetite, náuseas ou vômitos frequentes
A médica destaca, no entanto, que a ausência desses sintomas não
significa rins saudáveis. A investigação apurada é
essencial para a detecção precoce da Doença Renal Crônica, que contribui não
apenas para preservar a função renal e a qualidade de vida, mas também para
reduzir a necessidade de tratamentos de alta complexidade, como a hemodiálise.
Fatores de risco e de proteção
Além do diagnóstico precoce, hábitos saudáveis são importantes fatores de proteção para a saúde dos rins, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, hidratação adequada e controle do peso. Por outro lado, o tabagismo é um fator de risco relevante e está associado ao aumento da incidência e da progressão das doenças renais.
Embora o diabetes e a hipertensão arterial respondam pela maior parte dos casos de Doença Renal Crônica, a especialista ressalta que outras doenças renais também merecem atenção, como as doenças glomerulares, que afetam principalmente adultos jovens e podem evoluir de forma rápida se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
“Por isso, pessoas com diabetes, hipertensão,
histórico familiar de doença renal, obesidade, fumantes ou pertencentes a
faixas etárias mais jovens com alterações urinárias devem ter atenção redobrada
à saúde dos rins, com acompanhamento médico regular e exames periódicos”,
reforça Dra. Maristela Carvalho da Costa.
Atendimento humanizado
Para os pacientes com Doença Renal Crônica, a hemodiálise é fundamental, uma vez que é o procedimento que faz a função de filtrar o sangue, substituindo a função natural do rim. O Centro Integrado de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do Hospital Santa Catarina - Paulista possui estrutura diferenciada e profissionais especializados para o tratamento de doenças renais. Com 16 boxes individualizados, a unidade garante um atendimento humanizado e seguro.
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