Especialista alerta para os riscos da perda irreversível da visão e reforça a importância de exames oftalmológicos periódicos
No Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, a atenção se volta para uma condição oftalmológica que avança de forma silenciosa e pode comprometer definitivamente a visão quando não identificada a tempo. O glaucoma é uma doença crônica que provoca lesão progressiva do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as imagens captadas pelos olhos ao cérebro. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, estima-se que cerca de 60 milhões de pessoas convivam atualmente com a doença. Projeções baseadas em estudos epidemiológicos internacionais indicam que esse número pode ultrapassar 111 milhões até 2040, sobretudo em razão do envelhecimento da população global.
Por se desenvolver, na maioria dos casos, sem dor ou
alterações visuais perceptíveis nas fases iniciais, o diagnóstico costuma
ocorrer apenas quando já houve perda significativa do campo de visão. “O grande
desafio do glaucoma é justamente o seu caráter silencioso. Muitos pacientes só
percebem alterações quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, o
acompanhamento oftalmológico regular é indispensável, especialmente a partir
dos 40 anos”, explica Fabiano Cade, médico oftalmologista e Diretor de Oftalmologia
da MedSênior.
Embora esteja frequentemente associado ao aumento da pressão
intraocular, o glaucoma pode ocorrer mesmo em pessoas com níveis considerados
normais. Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar da
doença, idade avançada, diabetes, hipertensão arterial, miopia elevada e uso
prolongado de medicamentos à base de corticoides.
A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas a
progressão pode ser controlada com tratamento adequado, que inclui colírios
específicos, procedimentos a laser ou, em alguns casos, cirurgia. “O tratamento
tem como objetivo estabilizar a doença e preservar a visão remanescente. Quanto
mais cedo iniciarmos o acompanhamento, maiores são as chances de manter a
qualidade de vida do paciente”, destaca o especialista.
Sinais de alerta
Embora frequentemente assintomático no início, alguns
sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica imediata:
- Perda gradual da visão lateral (redução do campo visual
periférico);
- Dor intensa e súbita em um dos olhos
- Visão embaçada;
- Olhos vermelhos ou inchados;
- Dor na região frontal;
- Lacrimejamento excessivo;
- Sensibilidade acentuada à luz.
Cuidados
gerais com a saúde da visão
A saúde da visão deve fazer parte da rotina de cuidados ao longo
de toda a vida, com atenção redobrada na maturidade. Além das consultas
periódicas, algumas medidas contribuem para a prevenção e o monitoramento de
doenças oculares:
- Realizar exames oftalmológicos anuais ou conforme orientação
médica;
- Manter controle rigoroso de doenças crônicas, como diabetes e
hipertensão;
- Evitar automedicação e uso indiscriminado de colírios;
- Utilizar óculos com proteção contra radiação ultravioleta;
- Adotar alimentação equilibrada, rica em nutrientes
antioxidantes;
- Fazer pausas durante o uso prolongado de telas digitais.
Com foco na medicina preventiva, a MedSênior tem ampliado sua rede
própria de oftalmologia, que inclui clínicas especializadas, centro cirúrgico e
centro de diagnóstico avançado nos estados em que atua. A rede completa pode ser
consultada clicando aqui.

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