sexta-feira, 13 de março de 2026

Cada vez mais brasileiras devem lidar com secura vaginal e dor na relação sexual nos próximos anos. Saiba como evitar o problema!

Até sete mulheres de dez relatam pelo menos um sintoma da síndrome geniturinária da menopausa, explicam ginecologistas do Hospital do Servidor de SP

 

Cada vez mais brasileiras devem lidar com secura vaginal e dor na relação sexual nos próximos anos. Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres viverão mais na pós-menopausa e, por isso, por mais tempo com essas questões. Os sintomas são relatados por até sete a cada dez mulheres que param de menstruar, explicam os ginecologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. O problema ocorre pela redução natural dos níveis de estrogênio após os 45 anos de idade.  

Secura vaginal, dor na hora da relação sexual, urgência e aumento da frequência para urinar, infecção urinária de repetição, além de ardor, queimação e coceira na vagina são sintomas clássicos da síndrome geniturinária da menopausa ou síndrome urogenital. O problema é comum entre as mulheres que estão na menopausa, devido à diminuição da quantidade de estrogênio no sangue. Porém, pode ocorrer também no climatério, amamentação ou durante tratamento de bloqueio hormonal, comum entre pacientes oncológicas.  

Apesar de encarada como um processo natural do envelhecimento feminino, a síndrome geniturinária da menopausa é um quadro tratável. O problema prejudica o bem-estar integral da mulher, porque os incômodos e questões físicas influenciam na rotina, como infecções de repetição, dores e possíveis escapes de urina. Também impacta na vida emocional. A dor na relação sexual pode tornar o sexo desprazeroso e impactar na satisfação, autoestima e relacionamento dessa mulher. 

A síndrome geniturinária pode ser tratada com o uso de hidratantes e lubrificantes vaginais, além de orientações comportamentais e sexuais, para lidar com questões que impactam a vida afetiva. Também pode ser usado terapia hormonal local com estrogênio ou sistêmica no combate das sensações desconfortáveis e infecções vaginais. Outra alternativa é a fisioterapia do assoalho pélvico para controlar a ida ao banheiro e os escapes de urina.  

O diretor do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual, Dr. Marcelo Antonini, explica que o HSPE sai na frente no tratamento da síndrome, pois elabora intervenções personalizadas para cada paciente. “É pouco comum, mas extremamente vantajoso o uso de laser íntimo, como opção não hormonal. As pacientes sentem menos efeitos colaterais e benefícios em pouco tempo”, comenta.  

A síndrome urogenital é inevitável, porém algumas práticas podem ajudar reduzir a progressão e o impacto dos sintomas. Para isso, os especialistas indicam: 

• Realizar acompanhamento ginecológico regular;

• Uso precoce de hidratantes vaginais quando indicado;

• Manter atividade sexual, quando desejada;

• Evitar produtos irritantes e duchas vaginais;

• Tratar os sintomas iniciais precocemente. 

 


Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo – Iamspe


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