terça-feira, 3 de março de 2026

Acidentes de trânsito e esportes impulsionam cirurgias funcionais e estéticas no nariz

O aumento de traumas faciais decorrentes de acidentes de trânsito e da prática esportiva tem impactado diretamente a demanda por rinoplastias reparadoras no Brasil. 

 

A cirurgia, frequentemente associada apenas à estética, desempenha papel essencial na reconstrução anatômica e na recuperação funcional do nariz após fraturas, desvios severos de septo e colapsos estruturais. 

Dados do DataSUS mostram que o trauma facial está entre as ocorrências frequentes nos atendimentos de urgência no país, especialmente em vítimas de acidentes automobilísticos e motociclísticos. O Ministério da Saúde também aponta que os acidentes de trânsito seguem como uma das principais causas de internação hospitalar por causas externas. No campo esportivo, a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte destaca que esportes de contato, como futebol, artes marciais e basquete, estão entre os que mais registram traumas nasais, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci, sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, professor instrutor do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo e membro titular de entidades nacionais da especialidade, o impacto funcional desses traumas costuma ser subestimado. “O nariz não tem apenas função estética. Ele é responsável por filtrar, aquecer e umidificar o ar. Quando há fratura ou colapso estrutural, o paciente pode desenvolver obstrução nasal crônica, sinusites de repetição, ronco e até distúrbios do sono. A rinoplastia reparadora devolve não só a harmonia facial, mas principalmente a função respiratória”, explica. 

Após um trauma, o tratamento imediato pode incluir a redução da fratura e a estabilização das estruturas nasais. No entanto, deformidades residuais são comuns e, em muitos casos, a avaliação cirúrgica torna-se necessária após a consolidação óssea, principalmente quando há desvio importante do septo, colapso da válvula nasal, assimetria estética significativa ou dificuldade respiratória persistente. “A cirurgia reparadora exige planejamento detalhado. Muitas vezes utilizamos enxertos de cartilagem do próprio paciente para reconstruir o suporte estrutural do nariz. É uma cirurgia de precisão, que exige conhecimento anatômico profundo e experiência em cirurgia funcional e estética”, afirma o Dr. Dolci. 

Na prática clínica, são frequentes os casos de jovens atletas que sofreram choque cabeça a cabeça durante partidas de futebol e passaram a apresentar obstrução nasal progressiva, além de pacientes vítimas de colisões automobilísticas que, mesmo após atendimento emergencial, mantêm deformidades visíveis e queixas respiratórias. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial ressalta que a abordagem integrada entre função e estética é considerada padrão ouro no tratamento cirúrgico nasal. “O conceito atual não separa forma e função. A rinoplastia moderna precisa respeitar a fisiologia nasal. Não adianta ter um bom resultado estético se o paciente continua sem respirar bem”, reforça o especialista. 

A indicação da rinoplastia reparadora deve ser feita após exame físico detalhado e, quando necessário, exames de imagem como tomografia. O tempo ideal para a intervenção varia conforme o tipo de trauma e o estado clínico do paciente. A Clínica Dolci, em São Paulo, atua com foco em cirurgia nasal funcional e estética, com equipe especializada em reconstruções complexas. “Cada caso é único. O planejamento individualizado é o que garante segurança e previsibilidade nos resultados”, conclui o Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci.

   

Fonte:

Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci - sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial (rinoplastia), em São Paulo; Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial; Membro eleito da Comissão de Residência e Treinamento da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; Membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face. 

Clínica Dolci
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