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Eventos climáticos, sobrecargas e infraestruturas antigas estão entre as principais razões para as quedas de energia, de acordo com entrevistados
De interrupção de atividades a danos em aparelhos eletrônicos: é o que os brasileiros vêm enfrentando com o aumento no número de apagões nos últimos anos. Segundo o Ministério de Minas e Energias, só no primeiro semestre de 2025, o sistema elétrico teve 22 ocorrências de blecautes, quase o dobro em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 13 casos. Ainda no ano passado, no mês de outubro, foi registrado um apagão nacional: um incêndio em uma subestação no Paraná afetou a distribuição de energia para todos os 25 estados do país e o Distrito Federal.
E o cenário não deve melhorar, pelo
menos é o que dizem 42% dos brasileiros, que acreditam que a frequência de
falta de energia deve aumentar nos próximos anos. É o que revela uma pesquisa da
Descarbonize Soluções, empresa especializada em energia solar e
sustentabilidade, que, nas últimas semanas, ouviu brasileiros de todas as
regiões sobre suas percepções em relação aos apagões.
Para os entrevistados, eventos
climáticos intensos (75%), sobrecarga devido ao alto consumo (53%) e
infraestrutura elétrica antiga ou com pouca manutenção (52%) são os
principais fatores relacionados a apagões e quedas de energia.
Os impactos dos apagões no dia a dia dos brasileiros
Quedas de energia costumam chegar sem aviso prévio, interrompendo e, em alguns casos, paralisando atividades. Em casa ou no trabalho, a falta de eletricidade afeta desde as tarefas mais simples até as mais complexas. E esse cenário está se tornando cada vez mais comum no país: 95% dos respondentes afirmaram que vivenciaram ao menos um apagão no último ano. Desses, a maior parcela (38%) relatou ter presenciado entre três e cinco quedas de energia, enquanto 13% enfrentaram mais de 10 apagões no período.
Entre os principais impactos na rotina
estão a interrupção do trabalho (68%), suspensão de lazer ou
entretenimento (58%) e a dificuldade para realizar tarefas domésticas (56%),
efeitos que vão além do simples desconforto e mostram como as falhas no sistema
elétrico afetam diretamente a população.
Diante dessas situações, brasileiros recorrem a diferentes ações durante blecautes: oito em cada dez entrevistados (81%) disseram que buscar iluminação alternativa, como velas e lanternas, enquanto 33% preferem apenas aguardar o retorno da energia. Já 23% utilizam equipamentos como nobreaks ou power banks como alternativa para garantir o funcionamento de dispositivos, evitando perdas equipamentos.
Patrick von Schaaffhausen, CEO da
Descarbonize Soluções, reflete sobre os danos dos apagões: “A falta de energia
não é apenas um incômodo para a população, ela pode trazer prejuízos
consideráveis para famílias e empresas. A paralisação do trabalho, além da
perda de alimentos e aparelhos eletrônicos são apenas alguns dos prejuízos. São
danos que, muitas vezes, vão demandar algum tempo para serem recuperados”.
Quais são as
possíveis soluções para se prevenir de apagões?
Para se proteger de apagões e picos de
energia, cada vez mais frequentes no país, algumas soluções se mostraram como
as mais desejadas pelos brasileiros, caso não houvesse a barreira do custo: investir
em energia solar com bateria integrada (78%), adquirir baterias para uso
independente da rede (45%) e melhorar a instalação elétrica da casa
(43%) estão entre as mais apontadas.
Mesmo com o interesse crescente, ainda
existem dúvidas sobre o funcionamento dessas tecnologias. As principais dúvidas
sobre baterias de armazenamento envolvem vida útil e manutenção do
equipamento (61%), autonomia (55%) e funcionamento do sistema
(53%).
Como funcionam as baterias de armazenamento de energia?
De modo geral, a vida útil das baterias pode variar entre dois e 20 anos, dependendo da tecnologia utilizada e do nível de uso. Esse tempo é medido pelos chamados ciclos de carga e descarga. Já a manutenção preventiva costuma ser realizada em intervalos de seis meses a um ano.
Outro ponto central é a autonomia: o tempo que uma bateria consegue manter equipamentos ligados depende da capacidade de armazenamento, da potência e da quantidade de aparelhos conectados e das configurações definidas no inversor. Em relação ao seu funcionamento, as baterias podem armazenar energia de duas formas:
- Por meio de módulos
fotovoltaicos: os painéis geram energia a partir da luz
solar, que é convertida pelo inversor para uso em residências e empresas.
Quando há produção excedente, essa energia é armazenada nas baterias,
garantindo o fornecimento durante a noite ou em períodos com pouca geração,
como em dias nublados;
- Por meio da própria rede elétrica: as baterias também podem ser carregadas com energia proveniente da rede, armazenando eletricidade para uso posterior, especialmente em momentos de maior demanda, tarifas mais elevadas ou quedas no fornecimento. O consumidor não precisa necessariamente ter um sistema solar, podendo, inclusive, realizar a instalação das baterias em apartamentos.
“Com o aumento da frequência de apagões no país, a autonomia energética está se tornando uma prioridade para muitos brasileiros. Uma alternativa viável é a utilização de baterias de armazenamento, especialmente quando associadas a fontes renováveis, como a solar, que ajuda a proteger residências de interrupções imprevistas e dos prejuízos que elas causam”, comenta Schaaffhausen.
“O comércio é um nicho importante para
atuação, sejam restaurantes ou serviços que são muito afetados com perda de
receita, clientes e produtos, e que seriam muito beneficiados pelos investimentos em baterias. Para este nicho, a aplicação não é tão impactante
financeiramente, e pode se pagar em um único evento de apagão", finaliza
ele.
Metodologia
Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.
Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.
Data de coleta: 11 de fevereiro de 2026.
Descarbonize Soluções
https://descarbonizesolucoes.com.br




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