domingo, 1 de fevereiro de 2026

Escroto, axilas, pés e além: os lugares inusitados onde o Botox pode ser aplicado

Imagem criada por Inteligência Artificial
 “A toxina botulínica deixou de ser apenas estética e passou a tratar funções que impactam diretamente o bem-estar”, explica a dermatologista Denise Ozores

 

Durante muito tempo, o Botox foi associado quase exclusivamente ao tratamento de rugas na testa e ao redor dos olhos. Na prática dermatológica atual, no entanto, a toxina botulínica passou a ser utilizada em regiões menos óbvias do corpo, tanto com finalidade funcional quanto estética, sempre a partir de avaliação e indicação médica. 

Um dos usos mais consolidados fora do rosto ocorre nas axilas, especialmente em casos de hiperidrose. A aplicação reduz a produção excessiva de suor ao bloquear estímulos nervosos responsáveis pela ativação das glândulas sudoríparas, promovendo melhora significativa na qualidade de vida de pacientes que sofrem com transpiração intensa. 

A mesma lógica se aplica às palmas das mãos e às plantas dos pés, áreas onde o suor excessivo pode causar desconforto social, dificuldade de aderência ou impacto direto na rotina profissional. Em casos específicos, a toxina pode ser indicada com resultados temporários e controlados. 

Outro uso que tem despertado curiosidade é na região íntima masculina, procedimento conhecido como Scrotox. Nesse contexto, a aplicação promove relaxamento da musculatura local, reduzindo sudorese, desconforto térmico e, em alguns casos, alterando temporariamente a aparência da pele da região, sempre dentro de critérios médicos bem definidos. 

A toxina botulínica também pode ser utilizada em áreas como pescoço e trapézio, especialmente em pacientes com tensão muscular crônica, dores cervicais ou hipertrofia muscular. Nesses casos, o benefício vai além da estética, com impacto funcional e melhora do conforto físico. 

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677), médica da Clínica Alphaville Star, é essencial compreender que o Botox é uma ferramenta médica, e não apenas uma tendência estética. “Quando bem indicada, a toxina botulínica pode trazer benefícios importantes. O problema começa quando o uso é guiado apenas por modismo ou curiosidade”, explica. 

Ela reforça que nem toda queixa deve ser tratada com Botox. “A avaliação médica existe justamente para definir limites, identificar a real necessidade e evitar excessos. O objetivo não é transformar o corpo, mas tratar sintomas reais com segurança e responsabilidade”, conclui.

 



Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) – dermatologista, especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.

 

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