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O início do ano sempre traz preocupações para pais e responsáveis com os gastos relacionados aos produtos “de volta às aulas”. Esses produtos, comprados de forma concentrada em janeiro e início de fevereiro, costumam apertar o orçamento das famílias, que já se deparam com outros gastos típicos do período, como IPTU, IPVA e matrícula escolar, além dos gastos excepcionais com os filhos durante as férias, como cinema, teatro, parques e viagens.
Assim,
as famílias com filhos em idade escolar têm um custo de vida maior do que a
média no início do ano. E, dado o contexto de juros elevados e alta
inadimplência, a cautela no consumo se torna ainda mais importante.
Variação de
preços em 2025
Os
preços dos materiais escolares, exceto os livros não didáticos, aumentaram
menos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em comparação à média
observada no Brasil. Os produtos de papelaria acumularam alta de 1,47% em 2025,
enquanto os livros didáticos registraram alta de 2,94% e os livros não
didáticos, de 7,13%.
Já
os preços dos uniformes escolares aumentaram 8,83%, mais do que o registrado no
País (+7,24%). No entanto, o transporte escolar apresentou uma queda nos preços
de 0,48%, em contraste com o aumento de 4,23% na média do Brasil.
As
mensalidades da creche, da pré-escola e do ensino superior aumentaram mais em
São Paulo do que na média do País. A maior diferença foi observada na
mensalidade da creche, com um aumento de 8,13% na RMSP e de 5,95% no Brasil.
Vale destacar que, em São Paulo, esses bens e serviços tiveram um aumento de preços maior do que a inflação de 4,78% registrada no período, exceto no caso dos produtos de papelaria, livro didático e transporte escolar. Essa diferença pode ser explicada pelos custos específicos dessas atividades, como o preço da matéria-prima e a variação da taxa de câmbio, bem como por uma demanda menos sensível às mudanças de preços, em razão da importância da educação na vida das pessoas.
Variação de Preços por Subitem, IPCA,
2025
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Fonte: IBGE. Elaboração: CECON – FECAP.
Variação de
preços em janeiro de 2026
Vale
a pena observar os preços dos produtos “de volta às aulas” em janeiro, uma vez
que alguns desses itens podem sofrer variação em função da procura.
Em
contraste com a redução no nível geral de preços de 0,04%, observada na RMSP em
janeiro de 2026 em relação ao mês anterior, o uniforme escolar, o livro
didático e o livro não didático tiveram aumento de 0,61%, 0,65% e 1,63%,
respectivamente. Já os produtos de papelaria tiveram uma redução maior do que a
inflação, com queda de 0,37%.
Além disso, esses produtos aumentaram mais na média observada no Brasil. Com destaque também para os livros não didáticos, com alta de 2,02%, muito acima da inflação de 0,20%.
Variação de Preços por Subitem,
IPCA-15, Janeiro de 2026
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Fonte: IBGE. Elaboração: CECON – FECAP.
Dicas para
economizar
A
estratégia é conter os gastos relacionados aos produtos “de volta às aulas”. O
primeiro passo é montar uma lista com tudo o que realmente é necessário, para
evitar gastos por impulso.
O
segundo é realizar uma ampla pesquisa em lojas físicas e online, a fim de
verificar as promoções, a oferta de kits econômicos e a possibilidade de
parcelamento. Para mostrar a necessidade de pesquisar antes de comprar, o
Procon-SP realiza uma pesquisa, no município de São Paulo, que compara os
preços de vários itens do material escolar entre diferentes estabelecimentos
comerciais.
Dentre
os 134 produtos pesquisados em dezembro de 2025, o caderno de capa dura
(espiral, universitário, 80 fls., Tilibra) apresentou uma diferença de preço
entre os estabelecimentos de 47,71%, o lápis de cor (ecolápis aquarelável, 24
cores, Faber Castell), uma diferença de preço de 67,36%, e o giz de cera (Meu
1º Giz, 12 cores, Acrilex) uma diferença de 139,74%.
Além
disso, segue a orientação de reaproveitar os materiais do ano anterior (como
mochilas, lápis e estojos), realizar trocas e compras de livros usados,
substituir algumas marcas (como lápis de cor) e criar um grupo de compras para
conseguir descontos junto às lojas.
E,
por fim, o mais difícil, mas muito bom, realizar as compras ao longo do ano. Ao
não concentrar os gastos no início do ano, isso permite pagar os produtos à
vista em vez de parcelar. Além disso, ao comprar “fora de temporada”, ou seja,
depois de janeiro e do início de fevereiro, os preços ficam menores e é
possível obter mais descontos.
Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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