quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Reforma tributária acelera maturidade do mercado de infoprodutos e eleva exigência por gestão

Novo sistema de impostos reduz espaço para improviso e favorece operações estruturadas em um setor que segue em expansão 

 

O mercado brasileiro de infoprodutos entra em uma nova etapa de consolidação. Depois de um ciclo de forte expansão, impulsionado por baixo custo de entrada e crescimento acelerado do consumo digital, o setor avança para uma fase mais madura, em que escala, previsibilidade e organização empresarial passam a definir quem cresce de forma sustentável. A reforma tributária funciona como catalisador desse processo, ao reduzir exceções e tornar a gestão financeira e fiscal parte central da estratégia dos negócios digitais.

A mudança ocorre em um segmento que continua relevante na economia digital. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o comércio eletrônico segue em trajetória de crescimento no país, com a educação online entre os principais vetores. O que muda não é o tamanho do mercado, mas o perfil das operações, modelos excessivamente informais perdem competitividade, enquanto estruturas mais organizadas ganham vantagem.

Para Reinaldo Boesso, cofundador e CEO da TMB, fintech especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, o movimento é resultado natural da evolução do setor. “Não estamos falando de um mercado menor, e sim de profissionais. O crescimento continua, só que agora exige estrutura. A reforma tributária apenas deixa mais claro quem está preparado para escalar e quem ainda opera sem base empresarial”, afirma.


Gestão deixa de ser diferencial e vira requisito

Durante anos, o domínio de marketing e vendas foi suficiente para sustentar muitas operações digitais. Esse cenário mudou. Inadimplência, fluxo de caixa irregular, dependência excessiva de lançamentos e ausência de planejamento passaram a pesar mais na equação. Segundo o Sebrae, a falta de controle financeiro está entre as principais causas de mortalidade de pequenos negócios no Brasil, um risco que também se manifesta no ambiente digital.

Com a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS, prevista na reforma tributária, a margem para improviso diminui. O novo modelo exige maior clareza sobre faturamento, custos e regime de tributação, pressionando negócios que ainda confundem operação pessoal com estrutura empresarial. “Enquanto havia mais brechas, o improviso funcionava. Com regras mais claras, gestão financeira e tributária passam a caminhar juntas”, diz Boesso.


Pagamento, caixa e previsibilidade ganham peso

O desafio não está apenas no recolhimento de impostos, mas na capacidade de manter previsibilidade. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indicam que o limite médio do cartão de crédito no país gira em torno de R$ 1.400, abaixo do ticket médio de muitos infoprodutos. A restrição afeta o consumidor e pressiona o caixa do produtor, especialmente em um ambiente de maior formalização.

Nesse contexto, soluções que organizam o ciclo financeiro ganham relevância. A TMB atua como uma espécie de “casa do infoprodutor”, reunindo meios de pagamento como boleto parcelado e Pix, antecipação de recebíveis, modelos de crédito ajustados ao ciclo dos produtos digitais e apoio à organização financeira. “Sem previsibilidade, o negócio vira refém do próximo lançamento ou de uma surpresa fiscal. Estrutura hoje é condição para crescer”, afirma o executivo.

Dados internos da fintech indicam que operações com maior organização conseguem atravessar períodos de oscilação sem interromper investimentos, renegociar compromissos e manter a operação saudável mesmo com aumento de custos.


Crescimento com critérios mais altos

A leitura predominante entre especialistas é que o mercado de infoprodutos segue em expansão, mas com critérios mais elevados. A reforma tributária não freia o setor; ela acelera a transição para um ambiente mais formal, em que governança mínima e planejamento deixam de ser opcionais.

“O digital deixou de ser um atalho. Hoje, o infoproduto é uma empresa. Quem entende isso mais cedo tende a capturar as melhores oportunidades desse novo ciclo.”

O ajuste em curso aponta para um mercado menos permissivo ao amadorismo e mais favorável a quem trata o digital como negócio. Para os criadores que se estruturarem, a maturação representa não um limite ao crescimento, mas uma base mais sólida para escalar em um ambiente econômico mais previsível.

 


Reinaldo Boesso - É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.

TMB - fintech especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, desenvolvida para infoprodutores que desejam escalar seus resultados com estrutura, segurança e inteligência financeira.
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.

 

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