Novo sistema de
impostos reduz espaço para improviso e favorece operações estruturadas em um
setor que segue em expansão
O mercado brasileiro de infoprodutos entra em uma
nova etapa de consolidação. Depois de um ciclo de forte expansão, impulsionado
por baixo custo de entrada e crescimento acelerado do consumo digital, o setor
avança para uma fase mais madura, em que escala, previsibilidade e organização
empresarial passam a definir quem cresce de forma sustentável. A reforma
tributária funciona como catalisador desse processo, ao reduzir exceções e
tornar a gestão financeira e fiscal parte central da estratégia dos negócios
digitais.
A mudança ocorre em um segmento que continua
relevante na economia digital. Dados da Associação Brasileira de Comércio
Eletrônico (ABComm) mostram que o comércio eletrônico segue em trajetória de
crescimento no país, com a educação online entre os principais vetores. O que
muda não é o tamanho do mercado, mas o perfil das operações, modelos
excessivamente informais perdem competitividade, enquanto estruturas mais
organizadas ganham vantagem.
Para Reinaldo Boesso,
cofundador e CEO da TMB, fintech
especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, o movimento é
resultado natural da evolução do setor. “Não estamos falando de um mercado
menor, e sim de profissionais. O crescimento continua, só que agora exige
estrutura. A reforma tributária apenas deixa mais claro quem está preparado
para escalar e quem ainda opera sem base empresarial”, afirma.
Gestão deixa de ser
diferencial e vira requisito
Durante anos, o domínio de marketing e vendas foi
suficiente para sustentar muitas operações digitais. Esse cenário mudou.
Inadimplência, fluxo de caixa irregular, dependência excessiva de lançamentos e
ausência de planejamento passaram a pesar mais na equação. Segundo o Sebrae, a
falta de controle financeiro está entre as principais causas de mortalidade de
pequenos negócios no Brasil, um risco que também se manifesta no ambiente
digital.
Com a substituição gradual de tributos como PIS,
Cofins, ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS, prevista na reforma tributária, a
margem para improviso diminui. O novo modelo exige maior clareza sobre
faturamento, custos e regime de tributação, pressionando negócios que ainda
confundem operação pessoal com estrutura empresarial. “Enquanto havia mais
brechas, o improviso funcionava. Com regras mais claras, gestão financeira e
tributária passam a caminhar juntas”, diz Boesso.
Pagamento, caixa e
previsibilidade ganham peso
O desafio não está apenas no recolhimento de
impostos, mas na capacidade de manter previsibilidade. Dados do Serviço de
Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indicam que o limite médio do cartão de
crédito no país gira em torno de R$ 1.400, abaixo do ticket médio de muitos
infoprodutos. A restrição afeta o consumidor e pressiona o caixa do produtor,
especialmente em um ambiente de maior formalização.
Nesse contexto, soluções que organizam o ciclo
financeiro ganham relevância. A TMB atua como uma espécie de “casa do
infoprodutor”, reunindo meios de pagamento como boleto parcelado e Pix,
antecipação de recebíveis, modelos de crédito ajustados ao ciclo dos produtos
digitais e apoio à organização financeira. “Sem previsibilidade, o negócio vira
refém do próximo lançamento ou de uma surpresa fiscal. Estrutura hoje é
condição para crescer”, afirma o executivo.
Dados internos da fintech indicam que operações com
maior organização conseguem atravessar períodos de oscilação sem interromper
investimentos, renegociar compromissos e manter a operação saudável mesmo com
aumento de custos.
Crescimento com critérios mais
altos
A leitura predominante entre especialistas é que o
mercado de infoprodutos segue em expansão, mas com critérios mais elevados. A
reforma tributária não freia o setor; ela acelera a transição para um ambiente
mais formal, em que governança mínima e planejamento deixam de ser opcionais.
“O digital deixou de ser um atalho. Hoje, o
infoproduto é uma empresa. Quem entende isso mais cedo tende a capturar as
melhores oportunidades desse novo ciclo.”
O ajuste em curso aponta para um mercado menos
permissivo ao amadorismo e mais favorável a quem trata o digital como negócio.
Para os criadores que se estruturarem, a maturação representa não um limite ao
crescimento, mas uma base mais sólida para escalar em um ambiente econômico
mais previsível.
Reinaldo Boesso - É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
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TMB - fintech especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, desenvolvida para infoprodutores que desejam escalar seus resultados com estrutura, segurança e inteligência financeira.
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