Projeto de Lei 5990/2025 traz subjetividade que atinge não apenas criadores de conteúdo, mas também profissionais que vendem mentorias e palestras nas redes sociais sem base técnica comprovada
O
mercado de influência e educação digital vive um momento de mudanças após o
recente Projeto de Lei 5990/2025, que tramita no Congresso, que propõe um
filtro rigoroso, a exigência de formação acadêmica, certificação técnica ou
registro profissional para quem aborda temas sensíveis, como saúde, psicologia,
finanças e agronegócio, em aplicações de internet.
Apesar do texto mencionar "influenciadores digitais", a subjetividade
da lei abre um alerta para um público muito mais amplo. Como a divulgação
desses serviços ocorre quase majoritariamente em redes sociais, mentores,
coaches e palestrantes que utilizam essas plataformas para atrair clientes
também estarão sujeitos às sanções se não comprovarem a qualificação exigida
para o conteúdo técnico que disseminam.
Entenda a abrangência e a prática
A proposta define como influenciador digital qualquer pessoa natural que
divulgue conteúdos para um número mínimo de seguidores (a ser regulamentado).
Na prática, qualquer profissional que use sua imagem para pautar temas que
ofereçam risco direto ao público, como terapias alternativas sem base científica
ou promessas de investimentos, precisará provar seu "notório saber"
documental.
O PL 5990/2025 está apensado ao PL 2749/2025 na Comissão de Defesa do
Consumidor e aguarda o parecer do relator, deputado Jorge Braz.
“A lei busca equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade. A grande
pegada aqui é que ela não filtra apenas quem faz 'publi', mas quem se posiciona
como autoridade. Se um palestrante ou mentor utiliza a rede social para
veicular informações técnicas sem formação, ele entra no radar das
penalidades”, explica a advogada Dra. Lorrana
Gomes, do escritório L Gomes Advogados.
Penalidades e o rigor do Marco Civil
Baseado nas definições do Marco Civil da Internet, o PL prevê punições
severas para o descumprimento: desde advertências até multas diárias de R$ 50
mil e a suspensão das contas por até 90 dias. Para quem vive da imagem e de
lançamentos digitais, o bloqueio do perfil pode significar o fim de uma
operação comercial.
Para o Pós-PhD em neurociências, Dr.
Fabiano de Abreu Agrela, a lei corrige uma distorção perigosa do
cérebro humano.
“Temos a tendência de confiar em figuras carismáticas, o que viraliza
informações rasas. Quando um mentor sem base técnica fala sobre psicologia, ele
não apenas induz ao erro, mas retira a credibilidade de quem estudou décadas
para estar ali”, afirma.
O retorno ao ambiente acadêmico
Um desdobramento positivo da nova legislação é o movimento de
"reprofissionalização" do mercado digital. Com o cerco se fechando,
profissionais que antes atuavam apenas com base em experiências empíricas estão
voltando aos bancos escolares.
No CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, a procura por cursos de
especialização e pós-graduação registrou um aumento significativo. O fenômeno
mostra que a lei está cumprindo um papel pedagógico: forçar influenciadores e
mentores a buscarem o respaldo acadêmico para fundamentar suas práticas.
“Com essa nova proposta de lei a tendência é que a ciência continue a ser o
selo de garantia para quem deseja manter sua voz ativa e legalizada no ambiente
digital”, reforça o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Dr. Fabiano de
Abreu Agrela - MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da
Sigma Xi - The Scientific Research Honor Society (mais de 200 membros da Sigma
Xi já receberam o Prêmio Nobel), além de ser membro da Society for Neuroscience
nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of
Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Vienna,
Austria e da APA - American Philosophical Association nos Estados Unidos.
Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, também é Tecnólogo em
Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em
Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas
sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society,
Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ. Ele é autor de mais
de 330 estudos científicos e 30 livros. Atualmente, é professor convidado na
PUCRS e Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México.
Além disso, atua como Diretor do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito
e é o criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da
inteligência genética.

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