Em cidades universitárias como São Paulo, Campinas, Porto Alegre e Santa Maria, a disputa por quartos, repúblicas e residências estudantis se intensifica justamente entre janeiro e fevereiro
Com a divulgação dos resultados do Enem e dos principais
vestibulares do país, milhares de estudantes se veem diante de uma decisão tão
importante quanto a escolha do curso: onde morar durante a graduação. Em
cidades universitárias como São Paulo, Campinas, Porto Alegre e Santa Maria, a
disputa por quartos, repúblicas e residenciais estudantis se intensifica
justamente entre janeiro e fevereiro.
Para orientar essa escolha, Juliana Onias, gerente regional de
operações da Share Student Living, empresa que trouxe ao Brasil o conceito de
moradia estudantil inspirado em modelos consolidados nos Estados Unidos e na
Europa, reuniu orientações práticas para ajudar calouros e suas famílias a
fazerem uma escolha mais segura e adequada ao perfil do estudante.
1.
Comece pela localização
A proximidade com o campus deve ser um dos principais critérios,
mas não o único.
“O tempo de deslocamento até a universidade é um diferencial, mas
também é fundamental avaliar a segurança do entorno, acesso a transporte
público, mercados, farmácias e serviços essenciais da região que se pretende
morar”, aconselha.
2.
Entenda os tipos de moradia disponíveis
Hoje, o mercado oferece três alternativas principais de moradia:
- Repúblicas estudantis, geralmente organizadas de forma informal
entre estudantes, com divisão de custos e regras definidas pelo próprio grupo.
Tendem a ser mais acessíveis financeiramente, mas oferecem menor
previsibilidade contratual e pouca infraestrutura;
- Apartamentos alugados, que podem ser contratados diretamente com
o proprietário ou por meio de imobiliárias. Nesse modelo, há maior formalização
contratual e respaldo jurídico, mas a infraestrutura costuma ser residencial
padrão, sem áreas específicas para estudo, convivência acadêmica ou serviços
voltados ao público universitário;
- Residenciais estudantis com gestão profissional, que são
empreendimentos concebidos especificamente para a vida universitária, reunindo
moradia, áreas de estudo, espaços de convivência, serviços integrados,
segurança 24h e gestão dedicada ao público estudantil.
Segundo Juliana, a procura por modelos com gestão especializada
tem crescido. “O residencial estudantil ainda é um formato recente no país, mas
começa a entrar no radar das famílias justamente quando elas avaliam fatores
como previsibilidade, segurança contratual e infraestrutura voltada à rotina
acadêmica”, diz.
3. Avalie o custo total
Além do aluguel mensal, é preciso colocar na ponta do lápis os
custos com condomínio, água, luz, internet, mobília, garantia locatícia ou
caução, eventuais seguros e taxas extras com limpeza, manutenção e lavanderia.
“Uma opção aparentemente mais barata pode perder competitividade
quando se considera o pacote completo de serviços que um residencial oferece,
como internet de alta velocidade em todas as áreas, lavanderia, espaços de
estudo, portaria 24h com controle de acesso, aplicativo de gestão, mini market
dentro do condomínio, entre outras facilidades”, destaca a especialista.
4. Considere o perfil do estudante
Nem todo mundo se adapta ao mesmo modelo de moradia. Antes de
escolher um lugar para morar, pais e estudantes devem conversar sobre rotina,
hábitos e expectativas.
“Cada estudante tem uma rotina e uma forma diferente de aprender e
se organizar. Por isso, é importante que a moradia escolhida ofereça tanto
ambientes adequados para estudo e concentração quanto espaços de convivência.
Essa combinação influencia diretamente o bem-estar, o desempenho acadêmico e a
adaptação no primeiro ano”, afirma Juliana Onias.
5. Atenção aos contratos e formalidades
Janeiro e fevereiro também marcam o aumento de anúncios informais de aluguel de quartos e apartamentos para estudantes, muitas vezes em redes sociais. Nesses casos, recomenda-se evitar pagamentos antecipados sem visita presencial ou por vídeo em tempo real, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e verificar a legitimidade do responsável pelo imóvel.
No caso de residenciais com gestão profissional, essa formalização costuma ser mais robusta, com canais oficiais de atendimento e suporte jurídico disponível.
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