sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Em alta de juros, especialistas da Creditas explicam como escolher a modalidade mais vantajosa de empréstimo para seu perfil

Modalidade como o empréstimo com garantia pode ser a chave para juros mais baixos e um planejamento financeiro sustentável


Com a Selic em patamar elevado, cresce o interesse dos brasileiros por crédito mais acessível e sustentável. Dados da Creditas, principal fintech de crédito com garantia da América Latina, mostram alta de 45,1% na procura por empréstimo com garantia de imóvel (home equity) e de 33,6% na modalidade de veículo (auto equity) em 2025. 

Confira abaixo as modalidades mais comuns de empréstimo:

  1. Empréstimo com garantia: uma das modalidades mais vantajosas do mercado, ainda pouco conhecida pelos brasileiros. O cliente oferece um bem próprio como garantia, imóvel ou veículo, por exemplo, o que reduz o risco da operação, aumenta as chances de aprovação e permite taxas muito mais baixas. Na Creditas, o empréstimo com garantia de veículo tem taxas a partir de 1,49% ao mês, aceitando carros de passeio com até 17 anos de fabricação. Já o empréstimo com garantia de imóvel tem taxas a partir de 1,09% + IPCA ao mês, com prazos que chegam a 240 meses e até 90 dias para a primeira parcela.
  2. Empréstimo consignado: exclusivo para categorias como aposentados pelo INSS, pensionistas, CLT, servidores públicos e forças armadas. Tem algumas das menores taxas do mercado e parcelas proporcionais à renda, descontadas diretamente da folha. O consignado privado da Creditas tem taxas a partir de 1,49% ao mês. Indicado para quem busca previsibilidade e disciplina financeira.
  3. Empréstimo pessoal: oferecido por bancos e fintechs, tem condições que variam conforme o perfil do cliente. Segundo o Banco Central, os juros podem ultrapassar 20% ao mês. É indicado para emergências caras ou para substituir dívidas com juros ainda maiores.
  4. Antecipação de salário: oferece ao trabalhador a possibilidade de receber parte do salário antes do pagamento, sem cobrança de juros. Útil para pequenas emergências, como reparos domésticos ou do carro. Deve ser usada com cautela para não virar hábito mensal.
  5. Cheque especial: muito confundido com “dinheiro extra”, é uma das modalidades mais caras do país, com taxas que podem chegar a 8% ao mês. Deve ser usado apenas em situações extremas e por poucos dias.
  6. Cartão de crédito: também é uma forma de empréstimo, embora pouco percebida como tal. Popular pela praticidade, é uma das principais causas de endividamento quando não é pago integralmente. As taxas podem chegar a 15% ao mês e, em alguns casos, ultrapassar esse percentual. Indicado apenas para compras de curto prazo.
  7. Crédito rotativo: acionado quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura. Os juros podem chegar a 400% ao ano. Deve ser utilizado somente em emergências e quitado o mais rápido possível.


Como escolher?
De acordo com Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas, a escolha da modalidade deve levar em conta tanto o objetivo quanto o perfil financeiro do consumidor. O especialista da Creditas indica que, antes de contratar, é preciso calcular o valor ideal da parcela: o recomendado é que ela não ultrapasse 30% da renda familiar. Além disso, é importante verificar se a instituição credora é regulamentada pelo Banco Central e bem avaliada pelos clientes.
 

Casagrande destaca, ainda, a necessidade de avaliar o cenário antes de realizar a escolha final. “Em cenários de Selic alta, por exemplo, o crédito com garantia se destaca porque oferece taxas mais baixas e prazos mais longos, o que reduz o impacto das parcelas no orçamento. A modalidade é uma forma inteligente de usar bens como ativos que abrem novas oportunidades, seja para reorganizar as finanças, quitar dívidas caras ou investir em projetos de vida”, afirma o especialista.

 

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