quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Começando 2026 em um emprego que não te anima? Use o início de ano para traçar a carreira dos sonhos

Especialista em carreiras femininas formada pelo Disney Institute e New York University dá dicas para planejar a carreira com base no desejo e não no medo, e transformar metas em ações reais

 


Início de ano é sinônimo de balanço, reflexão e expectativa pelo novo ciclo que começa. No entanto, para muitos profissionais, essa fase também traz a sensação de estagnação. Para transformar esse período em um ponto de virada real, a mentora e estrategista de carreiras femininas
Thaís Roque, especialista em Liderança e Capital Humano pela New York University, reforça a importância de planejar com intencionalidade e antecedência. “A maioria das pessoas faz lista de desejos e confunde isso com plano de carreira. Escrever o que você quer não significa saber chegar lá”, afirma. 

Vontades compreendidas e metas estabelecidas, é hora de colocar a mão na massa. Para transformar desejos vagos em um plano executável, a estrategista destaca a importância de um diagnóstico realista: “O que você entrega? Quais são seus gargalos? Direcionamento não é seguir tendência; é seguir o que faz sentido para você.” Ela reforça que planejamento sólido exige estrutura: transformar metas em rotinas, criar blocos de ação, definir indicadores de progresso e revisar o plano conforme ele evolui. “Sem isso, a meta vira um enfeite de início de ano.” 

No acompanhamento diário de centenas de profissionais, Thaís observa padrões recorrentes que sabotam a estratégia de carreira e que atingem especialmente mulheres. “O erro número um é planejar com base no medo e não no desejo. Focar em não errar, não decepcionar, não se expor. Carreira forte cresce no desejo, não na defensiva”, pontua. Segundo ela, outro equívoco é acumular metas demais e energia de menos: “As mulheres carregam expectativas infinitas e acabam exaustas.” 

Thaís também destaca a tendência de priorizar as demandas alheias. “Colocamos todo mundo na agenda, menos nós mesmas. Planos precisam caber na vida real, respeitando ciclos, limites e ambição pessoal. Sem isso, vira sacrifício, não planejamento.” 

Ela aponta a falta de estrutura e acompanhamento como um dos maiores gargalos. “Escrever a meta e não revisar, não transformar em rotina, não medir, não recalibrar. Usem um sistema simples semanal ou mensal. Planejamento não é controle, é coerência. Quando você se planeja com coerência, respeita sua essência, honra sua ambição e se torna imparável.”
 

Primeiros passos para 2026:

  1. Fazer um inventário profissional. “Liste projetos, conquistas, aprendizados e erros. Quais habilidades você usou ao longo do ano anterior? Quais te trouxeram energia? Esse inventário revela padrões: o que funciona e o que precisa ficar para trás.”
  2. Analisar o ponto de partida. “Onde você está hoje? Quanto vale seu trabalho? Qual seu nível de satisfação? Sem esse mapa inicial, qualquer planejamento vira adivinhação.”
  3. Escolher três grandes metas para o ano. “Três direcionadores são mais eficientes que uma lista de vinte. Metas como aumentar faturamento, fortalecer autoridade ou mudar de área funcionam como bússola. Quem organiza a carreira agora, larga na frente e vence a corrida, enquanto outros ainda estão amarrando o tênis, acreditando que o ano começa de fato apenas depois do Carnaval.”
     

Thaís Roque - Com passagens por empresas como Nestlé, Accenture e Pão de Açúcar, Thaís viveu os dilemas de quem tem um bom currículo, mas busca realização. Formada em Administração e especializada em Liderança e Capital Humano pela NYU (New York University), ela criou a comunidade Founders Confraria e aceleradora de negócios TR Circle, e hoje atua como mentora de mulheres que buscam acelerar seus negócios e crescer financeiramente. Além da atuação com empreendedoras, Thaís é autora de dois livros e apresentadora do podcast De Carona na Carreira, onde entrevistou dezenas de grandes nomes brasileiros do empreendedorismo e cargos executivos.

 

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