domingo, 25 de janeiro de 2026

Cirurgia plástica no verão exige atenção redobrada com exposição ao sol


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Especialista alerta sobre cuidados fundamentais antes e depois dos procedimentos


O verão costuma ser um dos períodos de maior procura por cirurgias plásticas no Brasil. As férias e o recesso profissional permitem que as pessoas tenham mais tempo disponível para a recuperação. Mas é justamente nessa época que os cuidados precisam ser intensificados, principalmente com a exposição solar. Quem alerta é o Dr. Ricardo Cavalcanti, cirurgião plástico e coordenador da Divisão de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

Segundo o especialista, muita gente não sabe, mas o sol pode comprometer seriamente a cicatrização e o resultado final de uma cirurgia plástica. "A exposição solar inadequada favorece o aparecimento de manchas e pode interferir completamente no resultado esperado. Proteger a pele não é um detalhe, é parte essencial do tratamento", explica Dr. Ricardo Cavalcanti.


Preparação da pele faz diferença

Antes mesmo de realizar o procedimento, já existe uma recomendação importante. O ideal é evitar bronzeamento e exposição solar intensa por pelo menos 30 dias antes da cirurgia. "A pele sensibilizada pelo sol tende a cicatrizar pior, aumentando o risco de inflamações e marcas aparentes", destaca o cirurgião plástico. Mesmo em dias nublados, o uso diário de protetor solar ajuda a manter a pele saudável e preparada para o procedimento.

O pós-operatório requer cuidados prolongados. Depois da cirurgia, a atenção precisa ser ainda maior. O sol se torna um dos principais inimigos da boa cicatrização. A recomendação médica é evitar exposição direta por, no mínimo, três meses. Em áreas mais expostas, como rosto, abdômen e mamas, esse cuidado pode se estender por até um ano.

Os filtros solares com FPS 50 ou superior devem fazer parte da rotina diária, sempre aplicados sobre a pele já cicatrizada. Roupas com proteção UV, chapéus e óculos escuros funcionam como aliados importantes nessa proteção. "Dependendo do caso, indico o uso de fitas ou gel de silicone sobre as cicatrizes para proteção adicional", explica o médico.


Praia e piscina liberados apenas com acompanhamento médico

O retorno à praia ou piscina só deve acontecer com liberação do cirurgião, geralmente após 30 a 60 dias do procedimento. Mesmo após a liberação, a exposição deve ser breve, sempre fora dos horários de sol intenso e com proteção reforçada. "Cuidar da pele após uma cirurgia plástica é um investimento no resultado e na saúde. Respeitar o tempo de recuperação e proteger-se do sol garante cicatrizes mais discretas e uma recuperação tranquila", reforça Dr. Ricardo Cavalcanti.


Brasil lidera procedimentos estéticos no mundo

O Brasil ocupa posição de destaque mundial quando o assunto é cirurgia plástica. Dados do Ministério da Saúde mostram que, apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 716 mil cirurgias plásticas reparadoras foram realizadas entre 2020 e 2025.

No setor privado, os números impressionam ainda mais. A International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que o Brasil foi o país com maior número de procedimentos cirúrgicos, com aproximadamente 2,35 milhões de cirurgias plásticas estéticas em 2024. Esse dado foi apresentado no relatório oficial da ISAPS divulgado em junho de 2025 no ISAPS Olympiad World Congress.

Três procedimentos concentram a maior parte da procura no país: a lipoaspiração, utilizada para remodelação corporal; o aumento das mamas com implantes de silicone; e a abdominoplastia, indicada para retirada de excesso de pele e correção da musculatura abdominal.


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