Com o avanço do uso de medicamentos como semaglutida e tirzepatida, profissionais de saúde defendem a integração do tratamento farmacológico a uma rotina estruturada de atividade física
As chamadas canetas emagrecedoras — medicamentos como Ozempic (semaglutida) e
Mounjaro (tirzepatida) — avançam em ritmo acelerado no Brasil, impulsionadas
pela popularização dos injetáveis à base de agonistas de GLP-1. O segmento
registrou crescimento de 41,6% entre o MAT 08/24 e o MAT 08/25, segundo dados
da Close-Up International, empresa de inteligência de mercado farmacêutico. O
avanço, embora reflita a forte demanda por soluções rápidas de perda de peso,
tem acendido alertas entre profissionais de saúde sobre o uso isolado dos
medicamentos, sem a adoção de hábitos como a prática regular de exercício
físico.
Ainda
que atuem na redução do apetite e no controle da glicemia, medicamentos como
estes não substituem mudanças estruturais no estilo de vida. Especialistas
destacam que o emagrecimento acelerado, quando não vem acompanhado de atividade
física regular, pode levar à perda excessiva de massa muscular, à redução do
gasto energético basal e a maiores dificuldades para manter o peso após o
término do tratamento.
Diante
desse cenário, profissionais de Educação Física destacam a importância de
integrar o uso das canetas emagrecedoras a um plano estruturado de exercícios,
respeitando as condições clínicas e o histórico de cada paciente.
“O
uso das canetas emagrecedoras pode ser uma ferramenta importante no tratamento
da obesidade, mas não substitui o exercício físico. Sem atividade regular, o
paciente corre o risco de perder massa muscular, reduzir o metabolismo e
comprometer a manutenção do peso a longo prazo. O exercício é o que garante
segurança, funcionalidade e sustentabilidade aos resultados”, afirma a
profissional de educação física Aline Turazzi, diretora de operação da rede
Azzurro Fitness.
Além
da preservação da massa muscular, a prática regular de exercícios contribui
para a melhora da sensibilidade à insulina, do controle glicêmico e da saúde
cardiovascular, aspectos diretamente relacionados às indicações clínicas desses
medicamentos. A adoção de um estilo de vida ativo também está associada a
melhores resultados a médio e longo prazo, com menor risco de reganho de peso
após a interrupção do tratamento farmacológico.
Nesse
contexto, especialistas reforçam que o tratamento da obesidade exige uma
abordagem multidisciplinar, que vá além do uso de medicamentos. “A combinação
entre acompanhamento médico, orientação profissional em Educação Física e
mudanças consistentes nos hábitos de vida é apontada como o caminho mais seguro
para resultados sustentáveis e para a promoção da saúde de forma integral”,
conclui.
Azzurro Fitness
azzurrofit.com.br
telefone (12) 99232-5965

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