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| Foto de cottonbro studio Pexels |
Durante o período de festas, a relação emocional
com a comida se torna ainda mais evidente, especialmente com o aumento do
consumo de pratos típicos como peru, panetone e rabanada. Gabriela Inthurn,
coordenadora do curso de Psicologia da UNIASSELVI, explica sobre a conexão
entre o prazer de comer e as emoções.
Segundo a docente, a comida vai além da simples
nutrição. Ela está profundamente ligada a momentos significativos em nossas
vidas, como festas de Natal e aniversários. Inthurn comenta que a associação
entre comida e experiências afetivas cria memórias que mesclam o sabor com
sentimentos. “Quando comemos em família, por exemplo, estamos não apenas nos
alimentando, mas também relembrando momentos importantes de conexão e afeto”,
afirma.
A psicóloga destaca ainda que a comida pode
funcionar como uma forma de afeto ou recompensa, mas é fundamental entender os
limites dessa associação. “Quando um alimento se torna a única fonte de consolo
ou recompensa, isso pode se tornar prejudicial. A alimentação deve ser vista
como uma fonte de nutrição, e não apenas como uma forma de controle emocional”,
alerta a professora.
Significado emocional nas
confraternizações
Durante as confraternizações de fim de ano, a
comida adquire um significado emocional especial. Os pratos típicos se tornam
símbolos de celebração, união e festividade. “É normal que as pessoas se sintam
mais conectadas emocionalmente à comida durante essas datas, pois elas estão
ligadas a momentos de alegria e celebração”, diz a coordenadora.
Após os excessos das festas, o sentimento de culpa
é comum. Para Gabriela Inthurn, a melhor maneira de lidar é reconhecendo que é
possível aproveitar os pratos típicos sem exceder os limites pessoais.
“Entender que a comida estará disponível em outras ocasiões e respeitar seus
próprios limites é fundamental para manter um relacionamento saudável com a
alimentação”, aconselha.
Assim, para manter o equilíbrio entre o prazer de
comer e o bem-estar emocional, a especialista recomenda diversificar as fontes
de prazer, evitando que a alimentação seja a única forma de se sentir bem. “É
importante ter outras formas de autocuidado e respeitar os limites do corpo
para garantir um relacionamento saudável com a comida”, conclui.
UNIASSELVI

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