domingo, 23 de novembro de 2025

Autocuidado dos brasileiros deixou de ser restrito a barbearias e perfumes e expandiu-se para práticas de estética

 Estudo realizado pela Croma Consultoria mostra que 70% dos homens já cuidam do corpo e 33% recorrem a intervenções estéticas não cirúrgicas


O comportamento do consumidor masculino brasileiro está passando por uma transformação inédita.  Segundo o estudo inédito da Croma Consultoria, “Cosmentology 2025”, revela que o autocuidado deixou de ser restrito a perfumes e barbearias e se expandiu para práticas de estética, saúde e bem-estar.

Enquanto 79% dos homens usam perfumes e colônias e 78% mantém rotina de cuidados com os cabelos, o crescimento mais expressivo aparece no autocuidado com o corpo, que saltou de 56% em 2018 para 70% em 2025. Os cuidados com o rosto também ganharam força: passaram de 56% para 68% no mesmo período. Entre os serviços estéticos, a virada cultural é clara. As depilações com métodos tradicionais, antes adotadas por apenas 34% dos homens em 2018, hoje, alcançam 55%. 

Para Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma, esses números revelam que o Brasil vive uma mudança estrutural no consumo de beleza masculina. “O homem brasileiro está cada vez mais atento à sua imagem, mas o que vemos vai além da estética. Existe uma integração entre saúde, bem-estar e autoestima. O crescimento das intervenções estéticas e dos cuidados com o corpo mostra que a beleza deixou de ser tabu e se tornou parte de um estilo de vida. Esse movimento reposiciona o Brasil no mapa global do setor.

Outro dado que chama a atenção é a busca por especialização: 57% recorrem a especialistas para cuidar do rosto, e 49% procuram serviços como pedicure e podologia. Já as intervenções estéticas sem cirurgia mais que dobraram: de 13% em 2018 para 33% em 2025. Até procedimentos cirúrgicos apresentaram crescimento, indo de 14% para 28%. 

“O interesse por procedimentos estéticos, tanto minimamente invasivos quanto cirúrgicos, cresceu consideravelmente. A aplicação de toxina botulínica para suavizar rugas e a mesoterapia para combate a queda de cabelos são cada vez mais vistas como investimentos de bem-estar e autoconfiança”, explica Bulla. 

Dados secundários mostram que 57% dos brasileiros não cortam gastos com saúde, mas 83% reduzem despesas em outras categorias, incluindo beleza. A migração para marcas mais acessíveis é uma tendência de comportamento para metade da população. Preço (47%), reputação e confiança (45%) são os fatores determinantes na decisão de compra de produtos dos brasileiros.


Brasil como potência do mercado global

O impacto desse comportamento se reflete diretamente no mercado. O setor global de autocuidado masculino deve atingir US$78,8 bilhões até 2030, e o Brasil, já responsável por 13% do consumo mundial de beleza, deve se consolidar em 2024 como o 4º maior mercado global, atrás apenas de EUA, China e Japão. Além disso, cresce a demanda por produtos mais sustentáveis e de composição orgânica ou vegana: hoje, 47% dos homens já utilizam esse tipo de produto, o que reforça a tendência do consumo consciente. 

O que antes era um impulso momentâneo agora é um movimento consolidado. Para marcas e empresas que desejam se destacar, o desafio não é apenas crescer, mas construir relevância em um ambiente mais sofisticado e competitivo”, finaliza o especialista sobre o universo do autocuidado brasileiro. 


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