Estudos apontam que o uso estratégico de jogos digitais entre 6 e 14 anos estimula funções cognitivas, engajamento e motivação. Especialistas explicam os cuidados necessários e o papel da escola nesse processo
A presença dos jogos digitais na rotina das crianças costuma gerar debates: risco ou benefício? Novas evidências científicas sugerem que, quando usados com propósito pedagógico, os jogos digitais podem ser aliados poderosos no aprendizado. Uma meta-análise publicada em 2024 na Frontiers in Psychology, intitulada “The Effects of Game-Based Learning on Cognitive, Emotional, and Behavioral Outcomes”, identificou efeitos moderados a altos no desenvolvimento cognitivo, emocional e no engajamento em contextos de aprendizagem baseada em jogos.
Para a diretora comercial da TreeHouse, Bárbara Porro, “o jogo digital bem orientado favorece a curiosidade, o pensamento investigativo e a autonomia das crianças. Não se trata de substituir o brincar tradicional, mas de integrar o digital de forma significativa”.
A diretora pedagógica Mariana Barros complementa: “Na faixa entre 6 e 14 anos, os jogos bem planejados permitem que a criança construa saberes experimentando, errando e recomeçando, algo que fortalece não apenas o cognitivo, mas também a resiliência e a autoestima”.
Segundo Mariana, a tecnologia pode e deve estar presente na infância, desde que acompanhada de boas orientações. Além disso, o tempo de tela continua sendo um ponto essencial nessa equação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças de 5 a 17 anos não devem ultrapassar duas horas diárias de exposição recreativa a telas.
“O papel da escola
e das famílias é mediar essa relação, ajudando as crianças a compreender os
limites e o tempo adequado de uso. Recursos digitais, quando equilibrados e
orientados, estimulam a criatividade e o pensamento crítico sem comprometer a
saúde e o desenvolvimento”, explica.
A experiência da
TreeHouse confirma essa visão. A escola foi reconhecida no Community
Hero 2025, com destaque na categoria Coding, durante o Sejunta
Education Summit em São Paulo — um dos maiores encontros de
inovação em educação do país — pelo uso intencional da tecnologia em sala de
aula e pela formação digital de seus alunos. O trabalho integra o ecossistema
Apple de forma pedagógica e responsável. “Na TreeHouse, o digital não substitui
o humano; ele amplia as possibilidades de aprender e criar com significado”,
reforça Bárbara Porro.
Na prática escolar, o uso de jogos segue critérios claros: vinculação a objetivos de aprendizagem, feedback imediato, níveis progressivos de desafio e acompanhamento constante de educadores. O jogo não é um fim em si, mas um meio para mover a criança do papel passivo ao protagonismo no processo educativo.
TreeHouse Fortaleza
www.treehousefortaleza.com.br
Instagram: @treehousefortaleza

Nenhum comentário:
Postar um comentário