Especialista explica que a condição é mais comum do que se imagina e afeta diferentes perfis, de atletas a mulheres no pós-parto. Falar abertamente sobre o tema e adotar medidas práticas são os primeiros passos para uma vida com mais confiança e bem-estar
Falar
sobre a perda involuntária de urina ainda é um tabu que impede milhões de
brasileiros de viverem de forma completa. No entanto, a incontinência urinária
é uma condição muito mais comum e abrangente do que o imaginário popular supõe.
É hora de desmistificar a ideia de que este é um problema exclusivo de pessoas
idosas e entender como identificá-lo, tratá-lo e, principalmente, como não
deixar que ele dite as regras da vida.
São
mais de 10 milhões de pessoas em todo o país, 5% da população, convivendo com
diferentes versões do problema, que atinge 45% das mulheres e 15% dos homens
acima dos 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A
condição pode se manifestar em diversas fases: mulheres que passaram por
gravidez e parto, pessoas a partir dos 40 anos que enfrentam alterações
hormonais, homens na andropausa, além de quem realizou cirurgias pélvicas ou
convive com doenças crônicas como diabetes e obesidade, estão entre os grupos
que podem desenvolver algum grau da condição. Até mesmo esportistas e
praticantes de atividades de alto impacto, como corrida, saltos ou levantamento
de peso, podem sobrecarregar a musculatura do assoalho pélvico e apresentar
episódios de perda urinária
Para
Roberta França, geriatra e psiquiatra, o primeiro passo é a informação. “Muitos
pacientes chegam ao consultório constrangidos, acreditando serem os únicos a
passar por isso. É fundamental desmistificar essa ideia. A incontinência
urinária tem múltiplas causas e o mais importante é entender que é uma condição
de saúde tratável. O diálogo com um médico é a principal ferramenta para
recuperar a qualidade de vida.”
Como Enfrentar o Problema na Prática: dicas para o Dia a Dia
Enquanto
a consulta médica não acontece ou o tratamento está em andamento, algumas
mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na gestão da incontinência
e na retomada da confiança.
- Fortaleça o assoalho pélvico: pratique os exercícios de Kegel, que
consistem em contrair e relaxar a musculatura que sustenta a bexiga.
Realizados de forma consistente, eles são altamente eficazes para
fortalecer a região e aumentar o controle urinário;
- Atenção à dieta: certos alimentos e bebidas podem irritar a bexiga,
como cafeína, álcool, refrigerantes, comidas muito ácidas ou apimentadas.
Observe como seu corpo reage e ajuste o consumo;
- Hidrate-se de forma estratégica: ao contrário do que se pensa,
reduzir drasticamente a ingestão de água não é a solução, pois a urina
muito concentrada também pode irritar a bexiga. Beba água em porções
menores ao longo do dia e evite grandes volumes de líquido antes de dormir
ou de sair de casa;
- Planeje a rotina: ao sair, familiarize-se com a localização dos
banheiros. Ter um "kit de emergência" discreto na bolsa ou no
carro, com um produto absorvente extra e lenços umedecidos, pode trazer
uma enorme tranquilidade.
“O
diagnóstico correto é a chave”, reforça a Roberta França. “A partir dele,
podemos traçar um plano de tratamento que pode incluir desde fisioterapia
pélvica até outras abordagens clínicas. Enquanto isso, é crucial que o paciente
não paralise sua vida. A tecnologia dos produtos absorventes evoluiu muito,
oferecendo segurança e discrição para que a pessoa mantenha suas atividades
sociais, profissionais e esportivas sem medo.”
Alinhada
a essa necessidade de aliar tratamento e bem-estar, a Bigfral, marca líder em
produtos para incontinência urinária no Brasil, reforça a importância de
quebrar o silêncio. A marca entende que, enquanto o tratamento acontece, a vida
não pode parar. Pensando nisso, marca reforça a importância de quebrar o tabu
em torno do tema e incentivar a busca por orientação médica. A linha de roupas
íntimas descartáveis, por exemplo, surge como uma alternativa prática para quem
precisa de proteção no dia a dia, sem abrir mão do conforto e segurança.[MC1]
Ao
trazer o tema para discussão, é possível reduzir preconceitos, estimular a
busca por tratamento e garantir mais autonomia a quem convive com a condição. O
silêncio não precisa ser parte da rotina: falar sobre incontinência é o
primeiro passo para uma vida mais leve e sem interrupções.
Bigfral
Softys
[MC1]Sem abrir mão do conforto e segurança
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