Professores indicam os temas que mais aparecem no exame e orientações práticas de estudo e resolução das questões
Presente no caderno de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), entre 10 e 15 questões, a disciplina de história costuma cobrar do
estudante mais do que datas e eventos. A prova valoriza o raciocínio crítico e
a capacidade de relacionar diferentes contextos. Por isso, a matéria exige
planejamento, repertório e, principalmente, compreensão dos grandes temas da
humanidade.
Para
ajudar os candidatos a entenderem como essa área do conhecimento é abordada na
prova, quatro educadores compartilham orientações, conteúdos chave e dicas de
preparação.
História no Enem
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| Reprodução: Enem 2023 |
A prova de história no Enem destaca-se pela abordagem contextualizada e interdisciplinar. Para a professora de história Juliana Gomes, da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP, é comum que os enunciados relacionem conteúdos históricos a temas de atualidade, exigindo do aluno um olhar amplo.
“Se puxarmos pela
memória, os candidatos vão lembrar como os professores de língua portuguesa e
literatura sempre contextualizam os estilos literários com os períodos
históricos. A lógica no Enem é parecida: o exame convida o estudante a pensar
os acontecimentos históricos como parte de ciclos que se repetem, o que torna a
disciplina ainda mais fascinante”, analisa a docente.
Além disso, é importante
entender que as questões de história não aparecem isoladas: elas frequentemente
se conectam a sociologia, filosofia, geografia, literatura e até mesmo
atualidades. Essa característica evidencia o caráter interdisciplinar da prova,
um dos pilares da abordagem do Enem.
O que mais cai na prova?
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| Reprodução: Enem 2023 |
De
acordo com o professor de história Gerson Luis Grivol, do colégio Progresso Bilíngue Taquaral, de Campinas/SP, o conteúdo cobrado em história é
bastante amplo, mas certos temas aparecem com frequência e merecem atenção
especial. “Em história do Brasil, o foco costuma estar no período colonial, no
Segundo Reinado, na Primeira República, na Era Vargas e na Ditadura Militar. A
prova também aborda bastante o patrimônio histórico e cultural do país”,
explica o docente.
Já
na abordagem de história geral, os assuntos recorrentes são Antiguidade
Clássica (Grécia e Roma), Idade Média e Grandes Navegações, Revolução
Industrial, Primeira Guerra, Fascismo e Nazismo, Segunda Guerra e Guerra Fria.
“Temas relacionados à história afro-brasileira e dos povos indígenas também são
abordados, alinhados à proposta de valorização da diversidade cultural
brasileira”, completa Grivol.
Dicas para acertar
as questões
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| Reprodução: Enem 2024 |
Para Adriana Schimidt, professora de história do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP, interpretar corretamente o comando da questão é essencial. “As perguntas geralmente vêm acompanhadas de textos de apoio, imagens, mapas ou documentos históricos. Além do conteúdo em si, o candidato do Enem precisa interpretar uma situação ou fenômeno”, afirma.
“Muitas questões de
História estão ligadas a temas atuais, como desigualdade social, movimentos
sociais, crise econômica, etc. Se você conseguir ver a relação entre o passado
e os problemas do mundo hoje, vai ficar muito mais fácil responder às
perguntas. Então, tente sempre fazer essa conexão”, acrescenta.
A docente recomenda
treinar com simulados e resolver questões de provas passadas, sempre analisando
os comentários das respostas. “Entender o porquê de um item estar certo ou errado
é uma excelente forma de fixar o conteúdo e desenvolver o pensamento crítico
que o Enem exige.” Outra dica é revisar provas anteriores do Enem: “Essa
prática ajuda o estudante a identificar os temas mais cobrados e a entender a
forma como o conteúdo é apresentado nas questões”.
Dicas de estudo
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| Reprodução: Enem 2022 |
A preparação para a história pode ser leve e até divertida, especialmente se o estudante diversificar suas fontes. De acordo com o professor de história José Henrique Porto, da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP, o uso de materiais complementares faz toda a diferença. “Hoje em dia os estudantes têm muito conteúdo de qualidade disponível, como filmes, séries, documentários, livros, podcasts e até canais no YouTube especializados em história. Obras que retratam a Idade Média e o Renascimento, o Brasil colônia, a república, a Era Vargas, a ditadura militar e outros períodos ajudam a fixar o conteúdo de maneira envolvente”, destaca.
Ele
também recomenda a organização por meio de resumos e mapas mentais, além de uma
revisão final nos dias que antecedem o exame. “O aluno pode ainda buscar
questões resolvidas de simulados e respostas comentadas por professores para
tirar dúvidas e consolidar o conhecimento”, acrescenta.
O Enem
A
prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho
dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos,
o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório
para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada
(Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies).
Este
ano, as provas serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, dois domingos
seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos realizarão as questões das áreas
de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa,
Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e
Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas
Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia).
No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos.
ISP – International Schools Partnership
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