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Especialista do CEJAM orienta sobre os principais cuidados para manter a saúde bucal em dia
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,7
bilhões de pessoas no mundo convivem com doenças bucais. Entre elas, a cárie
dentária não tratada em dentes permanentes é considerada a condição de doença
mais comum do planeta, representando um importante desafio para a saúde pública
global. Apesar desse cenário, a maioria dos problemas pode
ser prevenida por meio de medidas simples e constantes de
higiene oral.
Segundo o cirurgião-dentista Dr. Francis Tsurumaki, Gerente de Saúde Bucal do CEJAM
(Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), os cuidados básicos
recomendados incluem uso de escova de cerdas macias e tamanho da cabeça compatível com a idade, creme dental fluoretado, fio/ fita dental
pelo menos uma vez ao dia e escovação com duração de aproximadamente dois minutos, utilizando
técnica adequada. “Erros como escovação apressada, uso excessivo de força,
técnica incorreta, não utilização ou uso inadequado do fio dental e troca
tardia da escova ainda são muito comuns”, alerta.
Para
quem tem uma rotina corrida, Tsurumaki reforça que o uso do enxaguante bucal
não substitui a escovação nem o fio dental. “O ideal é beber bastante água,
evitar alimentos açucarados até a próxima escovação e usar enxaguantes apenas
quando recomendados pelo profissional.”
Outro
cuidado importante, segundo ele, é evitar escovar os dentes imediatamente após
consumir alimentos ácidos, como refrigerantes ou frutas cítricas. “A
recomendação é esperar cerca de 30 minutos para que a saliva neutralize o pH da
boca e proteja o esmalte dental”, explica.
A alimentação exerce influência direta na saúde bucal. O consumo
frequente de doces, refrigerantes e alimentos ácidos favorece o desenvolvimento
da cárie e contribui para o desgaste do esmalte dentário. Por outro lado,
frutas, verduras, queijos e alimentos fibrosos auxiliam na proteção dos dentes
ao estimularem a produção de saliva, que atua naturalmente como agente de
defesa.
No campo dos tratamentos estéticos, o cirurgião-dentista ressalta que os clareamentos realizados sob supervisão profissional são seguros e não enfraquecem os dentes. Já os métodos caseiros, como o uso de bicarbonato ou carvão, são prejudiciais, pois desgastam o esmalte, aumentam a sensibilidade dentária e podem causar irritações nos tecidos da boca.
Dr.
Francis enfatiza que a saúde bucal está diretamente relacionada à
saúde geral, uma vez que processos inflamatórios e bactérias presentes na boca
podem atingir a corrente sanguínea, aumentando o risco de complicações em
pessoas com diabetes, doenças cardiovasculares e inflamatórias crônicas.
Pesquisas recentes também apontam associação entre a doença periodontal e o
desenvolvimento de Alzheimer, além de evidenciarem que infecções orais graves
podem evoluir para sepse, uma condição potencialmente fatal.
Outras
consequências da falta de higiene bucal incluem dores de cabeça, problemas
digestivos e complicações na gestação, como parto prematuro e pré-eclâmpsia. O
acompanhamento odontológico durante a gravidez é indispensável.
Além
disso, a manutenção da saúde bucal contribui diretamente para o bem-estar, a
autoestima e a qualidade de vida. Dr. Francis ressalta que, para adultos, o
check-up odontológico deve ser realizado, em média, a cada seis meses, enquanto
crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem necessitar de visitas
mais frequentes. “Exames de imagem, como radiografias panorâmicas, complementam
a avaliação clínica e auxiliam no diagnóstico precoce de algumas doenças
bucais. O sorriso é parte essencial da comunicação e das relações interpessoais”,
reforça.
Ele
também destaca que feridas persistentes, manchas esbranquiçadas ou
avermelhadas, caroços e sangramentos frequentes na boca são sinais de alerta
que exigem atenção imediata do cirurgião-dentista, pois podem indicar câncer
bucal ou outras doenças graves. Alterações na língua, boca seca constante, mau
hálito persistente, mobilidade dentária e aftas recorrentes também devem ser
avaliadas profissionalmente, já que podem sinalizar desde deficiências
nutricionais e doenças autoimunes até condições ósseas, como osteoporose.
O
especialista esclarece ainda que mitos como “dentes de leite não precisam de
cuidados” ou “o enxaguante bucal substitui a escovação” devem ser
desmistificados. E jamais se deve tentar extrair dentes em casa, pois isso pode
provocar hemorragias, infecções graves e risco à vida.
“Gengiva
saudável não sangra. O cuidado com a boca é parte fundamental da prevenção de doenças sistêmicas e da manutenção da qualidade de vida”, conclui
Tsurumaki.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial

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