Você não precisa
dar Bom dia! para o Chat GPT ou para o Google Gemini. Entretanto, precisa saber
como começar uma conversa com essas ferramentas ou modelos de inteligência
artificial (IA) generativa para receber boas respostas.
Quero falar um
pouco sobre prompts para quem está começando a utilizar ferramentas e modelos
de IA no trabalho, nos estudos ou no dia a dia, falando tanto da criação de
conteúdo, como de tarefas com aplicativos e softwares.
Um prompt pode
ser uma pergunta, um comando ou um pedido, ou seja, ele é o ponto de partida da
sua conversa com a IA. E quanto melhor for o seu prompt, quanto mais claro,
específico e contextualizado, maior será a chance de você receber exatamente o
que precisa.
E mais: a IA
generativa pode funcionar como o seu “desbloqueio” criativo, apontando alguns
caminhos que você pode desenvolver posteriormente.
Então, evite
dizer apenas “Escreva um e-mail para o meu chefe” ou “Traga um texto sobre
marketing digital".
Seja mais
específico e detalhado no seu pedido, apresente o contexto, estabeleça o
formato (um texto, uma lista, um e-mail), peça um tom para o texto (formal,
criativo, técnico) e indique para quem será aquele conteúdo (alunos, clientes,
etc.).
Dois exemplos:
“Escreva um texto para o meu blog com cerca de 800 palavras sobre as três
melhores estratégias de marketing digital para pequenas empresas, usando um tom
otimista e informal".
E “Escreva um
e-mail gentil de dois parágrafos para nossos clientes lembrando que o prazo
para confirmar a presença no nosso evento termina nesta sexta-feira".
Para criar
conteúdos um pouco mais complexos, você pode pedir para a IA resumir dados de
artigos científicos ou notícias recentes, para que você consiga construir o seu
texto com maior embasamento. Por exemplo, “faça um resumo das principais
questões discutidas na COP 29 e que ainda devem ser debatidas na COP 30 em
Belém; liste também os países que já confirmaram sua presença no encontro deste
ano".
E não pare na
primeira tentativa. A chave para bons resultados é testar variações de prompts
e comparar as respostas, às vezes, combinando os diversos retornos da IA.
Gosto de lembrar
que a IA é um excelente apoio, mas não um atalho. Pesquisas e respostas
elaboradas pela ferramenta serão ótimas para você construir o seu próprio
conteúdo, carregado de fontes e informações, que devem ser sempre verificadas e
checadas.
Para tarefas do
trabalho que consomem muito tempo, como conferência de planilhas e tabelas,
triagem de dados, otimizar estoque, etc., você pode compartilhar os arquivos
com a ferramenta de IA e criar prompts pedindo para otimizar ou automatizar
certas ações, indicando o que você busca como resultado final. O importante é
sempre testar e refinar os resultados.
Além disso, tenha em mente as boas práticas do seu trabalho e a segurança dos dados. Se for preciso, consulte as diretrizes da sua organização. Nunca insira informações sensíveis, como dados pessoais ou identificáveis, contratos e senhas, em ferramentas públicas de IA. O ideal é utilizar versões corporativas e com controle de privacidade.
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