Médica veterinária
da Petz dá dicas para manter a saúde e bem-estar do animal dentro de casa
Neste ano, o Dia do Coelho é celebrado em 27 de
setembro. A data foi criada pela para combater os maus-tratos, a caça
predatória e conscientizar sobre o risco de extinção de diversas espécies. A
comemoração é feita todo último sábado de setembro.
A data também serve como um alerta para os cuidados
necessários com coelhos criados como animais de estimação, que vêm ganhando
espaço nos lares brasileiros.
A proposta é promover ações de conscientização
sobre o bem-estar dos coelhos, tanto selvagens quanto domésticos. E, segundo
especialistas, ter um coelho exige mais do que afeto. É preciso preparo, rotina
de cuidados e acompanhamento veterinário específico.
"Ao contrário do que muitos pensam, coelhos
não são pets de baixa manutenção. Eles precisam de ambiente seguro e adequado
às suas características, alimentação adequada, atividades físicas diárias e,
principalmente, acompanhamento com um veterinário especializado em pets não
convencionais", afirma Renata Fiedler, médica Veterinária Especializada em
pets não convencionais e Coordenadora Técnica do Setor de Vidas da
Petz.
Cuidados veterinários
Coelhos devem ser levados ao veterinário a cada
seis meses para check-up e especialmente para a avaliação oral, já que as
alterações dentárias são comuns. Como estes animais mascaram os sinais de
enfermidades, as visitas regulares ao veterinário são fundamentais para o
diagnóstico precoce e tratamento.
"A castração é extremamente recomendada,
sobretudo nas fêmeas, pois além de impedir gestações indesejadas, ela ajuda a
prevenir o desenvolvimento de tumores e contribui para o equilíbrio hormonal e
comportamental do animal", explica Renata.
Diferente dos cães e gatos, coelhos não devem ser
vacinados no Brasil e a vermifugação deverá ser realizada apenas mediante à
realização de exame parasitológico de fezes, não é recomendada uma vermifugação
preventiva periódica.
Alimentação e rotina saudável
Os coelhos são animais estritamente herbívoros e
sua alimentação deve ser rica em fibras grossas. Por isso, o feno de gramíneas
deve perfazer pelo menos 70% de sua dieta, já que irá auxiliar na motilidade
intestinal, na digestão fermentativa e garantir o desgaste dos dentes, que
crescem continuamente. Verduras frescas verdes escuras e rações específicas
complementam o cardápio. Porém lembre-se, a quantidade de ração deve ser
controlada e perfazer no máximo 10% da dieta!
“Outros vegetais e frutas pouco doces podem ser
oferecidos apenas ocasionalmente como petiscos. Apesar de termos a imagem no
imaginário a imagem do coelho comendo cenoura ou maçã, estes alimentos não
fazem parte da alimentação diária destes animais e devem ser oferecidos com
cautela” Afirma Renata.
Ambiente e bem-estar
Os coelhos necessitam de um espaço amplo e seguro,
como um cômodo específico na casa, um cercado ou um viveiro. Gaiolas não são
recomendadas, já que são animais ativos por natureza. O ambiente precisa conter
um piso antiderrapante e macio, para evitar alterações nas patas e na coluna,
além disso, deve ser livre de fios elétricos, e objetos inadequados que possam
ser roídos e/ou engolidos. A temperatura deve ser amena, visto que são animais
de clima frio e o calor excessivo pode gerar hipertermia.
"Além do espaço físico, é fundamental estimular o pet com brinquedos e atividades que imitem o comportamento natural do coelho, como roer, escavar ou se esconder. Isso melhora o bem-estar físico e emocional do animal", conclui a veterinária.
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