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Manter uma política de remuneração estratégica,
competitiva e compatível com o orçamento da empresa tem sido um dos maiores
desafios para organizações de todos os setores. Em um cenário nacional marcado
pela escassez de mão de obra qualificada, alta rotatividade e liderança global
nos desligamentos voluntários motivados por salário, a busca por talentos se
tornou tão acirrada quanto a disputa por clientes. Nesse cenário, a tecnologia
vem se tornando peça-central para C-Levels e gestores de RH que buscam conhecer
a realidade salarial e aplicar melhorias com maior controle sobre o orçamento,
redução de custos e dados consolidados para facilitar a tomada de decisões.
Dados de um recente estudo global da Deloitte,
realizado com mais de 9 mil líderes de RH em 100 países, incluindo o Brasil —,
apontam que colaboradores bem remunerados são, em média, 20% mais produtivos.
Já uma pesquisa publicada no ano passado pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), com 53.692 trabalhadores que pediram demissão, revela que os principais
motivos para os desligamentos foram a busca por um novo emprego e o salário
abaixo das expectativas. Além disso, questões como a falta de reconhecimento
profissional e problemas relacionados ao estresse e à ética do ambiente de
trabalho também foram apontadas. A pesquisa mostrou que 36,5% dos trabalhadores
já tinham outro emprego em vista, 32,5% mencionaram o baixo salário como
principal motivo, e 24,7% destacaram a falta de reconhecimento no trabalho,
sendo que esse último fator está intimamente ligado à questão salarial.
Isso reforça uma dor crescente para os
departamentos de RH: como reagir com agilidade às mudanças do mercado salarial
sem depender de processos caros e demorados. Muitas vezes esse processo gera
dados desatualizados e leva a empresa a tomar decisões erradas. Por isso, o
modelo tradicional de participação em pesquisas salariais é visto como moroso,
burocrático e, muitas vezes, pouco representativo — dificultando a definição de
estratégias de remuneração alinhadas ao mercado. Levantamentos convencionais
podem levar até dez meses para serem concluídos e custar até R$ 60 mil, o que
torna o acesso à informação inviável para boa parte das empresas.
Esse cenário ganha ainda mais urgência com a
entrada em vigor da Lei nº 14.611/2023, que reforça a necessidade de igualdade
salarial entre homens e mulheres e torna obrigatória uma gestão mais
transparente e orientada por dados. Ao mesmo tempo, cresce o número de
profissionais que consideram o salário o principal fator para permanecer em um
emprego ou buscar novas oportunidades.
Na edição de 2025 do Guia Salarial da Michael Page,
a remuneração se confirma como um dos fatores mais determinantes nas escolhas
de carreira. O estudo revela que, para 72,5% dos candidatos, o salário é o
aspecto mais importante no emprego atual. No entanto, uma disparidade notável
aparece quando 53,8% afirmam não considerar a remuneração adequada em relação
às responsabilidades que assumem. Ao avaliar novas ofertas, 86,8% dos
candidatos colocam o salário como prioridade.
Diante desse cenário, empresas têm buscado soluções
capazes de oferecer visibilidade rápida e precisa sobre sua posição em relação
ao mercado. É nesse contexto que se destaca uma solução inédita de pesquisa
salarial que substitui formulários manuais por dados reais, automatizados e
atualizados mensalmente, extraídos diretamente da folha de pagamento.
A solução é um lançamento da multinacional tech
Senior Sistemas voltada à simplificação da gestão de remuneração: a Pesquisa
Salarial. A solução oferece um painel comparativo e dinâmico, baseado em dados
reais de folha de pagamento, com cruzamento automático entre cargos,
descrições, senioridades e classificação brasileira de ocupação (CBOs). Com a
ferramenta, as empresas passam a ter acesso, em minutos, a informações que
antes levavam meses para serem obtidas — com alto nível de precisão e
segurança.
A solução também elimina a necessidade de preencher
formulários extensos, como ocorre nas pesquisas tradicionais, e garante o
cruzamento inteligente de dados para apoiar decisões estratégicas de
remuneração com mais agilidade e menos risco de erro. A segurança e a
anonimização das informações são asseguradas, em conformidade com a Lei Geral
de Proteção de Dados (LGPD).
Diversos setores do mercado agora têm a
possibilidade de comparar suas estratégias de remuneração com empresas
similares, filtrando por porte, segmento, região e faturamento.
A experiência do usuário também é otimizada por
meio de filtros inteligentes, interface gráfica intuitiva e relatórios
personalizáveis, que facilitam a análise de dados e a comunicação com
executivos, conselhos e investidores. Além disso, as empresas podem salvar
modelos de pesquisa para análises recorrentes e poderá contar com insights gerados
por inteligência artificial.
Segundo a head de HCM da Senior, Jessica Ariane, a
proposta é tornar o processo mais estratégico e menos operacional. “A solução
foi pensada para oferecer produtividade e visibilidade a informações cruciais
em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Em termos comparativos, o
software reduz em 80% o tempo para preenchimento de uma pesquisa salarial.
Agora, as empresas têm à disposição uma ferramenta para compreender e reportar,
com eficiência, sua estratégia de remuneração, garantindo segurança
orçamentária e justiça para os colaboradores”, afirma.
Atualmente a nova solução está em fase de piloto em
três companhias nacionais, incluindo a própria Senior, uma das três maiores
empresas de software para gestão do Brasil, além da Kora Saúde, a maior rede
hospitalar privada do Espírito Santo, Ceará e Tocantins, presente em diversos
estados brasileiros. “Nesta fase inicial, estão sendo abrangidos pela
ferramenta dados salariais de mais de 16 mil registros, que já tem demonstrado
grande agilidade e precisão na gestão de estratégias salariais. As empresas
participantes destacam a importância da ferramenta para reduzir o tempo de
análise e ajustar rapidamente as políticas salariais, refletindo o impacto
positivo na gestão de recursos humanos e a melhoria das práticas de
remuneração”, afirma a head-executiva da Senior.
Diante de um mercado dinâmico, com maior
fiscalização e exigência por parte dos colaboradores, compreender com precisão
onde a empresa se posiciona em relação à remuneração pode ser decisivo para
evitar perdas de talentos e manter a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

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