98,76%
das escolas disseram que terão reajustes nas mensalidades para o próximo ciclo
de 2026 – sendo que, 4 em cada 10 instituições pretendem aplicar o valor entre
9% e 10%. Entre os principais motivos estão a Lei que proíbe o uso dos
celulares nas escolas, que começou a vigorar entre janeiro/fevereiro de 2025, o
reajuste salarial de professores/auxiliares, os atrasos nos pagamentos das
mensalidades e também a inadimplência no fim do ano letivo de 2024 – fatores
estes que continuam a estrangular o caixa das escolas.
A Meira Fernandes,
maior empresa de gestão e soluções para Instituições de Ensino, que assessora
cerca de 1.500 escolas particulares mensalmente, realizou pelo 4º ano
consecutivo, uma pesquisa de abrangência nacional para ajudar escolas e pais a
traduzirem os custos e necessidades da educação básica no Brasil para o próximo
semestre de 2025 e para as matrículas de 2026.
A pesquisa que foi
iniciada em 12 de junho, durante o tradicional encontro “Dia Do Mantenedor” que
contou com a presença e respostas de mais de 120 donas de escolas, de diversas
regiões do estado de São Paulo, e após o encontro, a pesquisa foi aberta de maneira
virtual e enviada para todo o Brasil sendo finalizada, depois de mais de um mês
de intenso acompanhamento, no dia 18 de julho.
A análise cresce a
cada ano, com a participação de escolas que são responsáveis por mais de 74.370
matrículas (um aumento de 12,19% de matriculas geridas comparado a análise de
2024), em dez estados do Brasil, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Ceará, Acre, Paraná e Santa Catarina
– ao total esses estados juntos representam cerca de 74,26% de todas as escolas
privadas existentes no Brasil.
Como é particular
ao calendário das instituições de ensino, os valores das mensalidades ou
reajustes do próximo ano são traçados durante as férias de julho, sempre
tentando prever para o ano seguinte os seus custos e impactos. Nem sempre as
gestoras conseguem prever e acertar tudo que virá pela frente, como aconteceu
no segundo semestre de 2024 - como a nova lei imposta pelo governo federal em
13 de janeiro de 2025 e também em alguns estados como em São Paulo, no dia 03
de fevereiro, que pegou a grande maioria das escolas de surpresa, quanto a
proibição do uso de celulares.
“As
mantenedoras projetaram as mensalidades de 2025 em julho de 2024 e na ocasião,
apesar do tema estar quente, não havia indicativos efetivos que a lei seria
imposta já na virada do ano. A consequência? Esse custo não entrou na projeção
da planilha de custos de 2025, logo, para 2026 a conta dessa nova lei está
refletindo no caixa das escolas”,
explica Dra. Mabely Meira Fernandes – Diretora Jurídica da Meira Fernandes.
A LEI
DO CELULAR E OS CUSTOS INVISÍVEIS PARA AS FAMÍLIAS
A pesquisa
confirmou que a maioria das escolas foram impactadas operacional e
financeiramente. Alguns dados da pesquisa traduzem esse custo que até então
estava invisível para os pais e responsáveis:
30%
das escolas tiveram que fazer investimentos
físicos para se adaptar a lei, como: compra de câmeras, armários e cofres para
os alunos guardarem seus aparelhos;
14%
tiveram que contratar ou
redirecionar profissionais internamente na escola para realizar o
monitoramento/cumprimento da lei;
25% das respondentes afirmaram ter mobilizado até 4
funcionários nessa tarefa;
45% de todas as instituições tiveram que promover treinamento
interno tanto para o corpo pedagógico quanto para o administrativo;
16%
tiveram que contar com assessoria jurídica educacional especializada para revisão de documentos legais como
regimento interno e contrato de prestação de serviços;
30%
precisaram criar novos materiais de comunicação, como: cartazes, vídeos, comunicados e guias de política -
específicos para alunos e também para pais/responsáveis;
53%
das instituições organizaram eventos de sensibilização com a comunidade escolar – a fim de todos estarem em
sintonia com as obrigatoriedades da lei escola+família;
25%
investiram em novas ferramentas pedagógicas para substituir o celular;
21%
criaram com apoio externo um programa de bem-estar digital (específico para adequação integral a
lei).
“Todas
essas ações tem um custo e muitos deles envolvem custos externos com terceiros
e a escola está tendo que sustentar isso sozinha com uma mensalidade recebida,
que não contava com esse gasto extra durante todo o ano de 2025”, reforça Dra. Mabely. “Para se ter uma ideia 47,83% das escolas tiveram
que usar de 1% a 2% de seu orçamento do ano inteiro apenas para cumprir a nova
legislação – outras 26,09% tiveram custos que ultrapassam os 2% e em alguns
casos chegando até mais de 9%. Ao final, 1 em cada 4 escolas pesquisadas
precisou realocar recursos importantes” – complementa a
especialista em Direito Educacional.
OBRIGADAS
A CUMPRIR A LEI MESMO COM DESFALQUE NO CAIXA
Em meio as
obrigações legais, as instituições sofrem também com o desfalque direto no
caixa, com os atrasos das mensalidades, já que 26,71% das escolas reportaram
atrasos médios entre 2% a 3% de janeiro a julho, outras 19,88% dizem que os
atrasos ficam entre 4% a 5% e 21,12% afirmam que superam os 5% do que deveria
entrar para sanar contas e custos.
“No
total mais de 67,07% das escolas estão lidando com atrasos significativos acima
de 2% em seus recebimentos mensais, o que não é pouco. O atraso está virando
regra e não exceção. Isso gera um efeito cascata no fluxo de caixa, pois mesmo
os atrasos moderados de 2% a 5% têm impacto devastador sobre o orçamento das
instituições de ensino, que operam com margens apertadas e forte dependência da
receita mensal para pagamento de folha, encargos, fornecedores e investimentos
pedagógicos” – esclarece Husseine Fernandes,
Sócio-Diretor da Meira Fernandes.
A consequência dos
atrasos se agrava ainda mais na virada do ano, quando se transformam em
inadimplência efetiva – 85,21% das escolas projetam que terão inadimplência
acima de 1%.
E não para por aí,
37,48% preveem inadimplência entre 1% e 2%, 30,43% entre 2% e 3% e por fim
17,39% das instituições estimam devedores acima de 5%, o que é alarmante diante
da sazonalidade do final do ano, que já impõe desafios naturais como 13º
salário e outros custos.
AUMENTO
DA CATEGORIA NÃO ESPERA!
A Convenção
Coletiva da categoria de 2025/2026 que foi fechada em 16 de abril de 2025,
firmou o reajuste em 6% para professores e auxiliares da educação básica (pelo
menos no estado de SP que possui a maior quantidade de escolas particulares do
Brasil), bem como o reajuste do piso da hora-aula e também o pagamento
obrigatório de PLR ou Abono Especial de 18% da remuneração até o mês de outubro
– a folha salarial das escolas terá na prática, um crescimento de 7,5% em
muitas situações, somando benefícios, abonos e correções retroativas.
“Para
as escolas com alta dependência da receita direta (mensalidades), isso gera
pressão sobre a precificação e o planejamento financeiro dos próximos anos” – afirma Husseine Fernandes.
RECOMPOSIÇÃO
É O TERMO CORRETO
“O
reajuste que será praticado tem como único e claro objetivo trazer um
equilíbrio nas contas das instituições – é um erro muito grande traçar um
comparativo direto apenas com a inflação sem considerar todos esses fatores
apontados por nossa pesquisa. As escolas precisam recompor todos esses gastos –
a legislação da proibição do uso do celular nas escolas, embora desafiadora,
precisa ser vista como um investimento no ambiente educacional e não só pela
escola, mas por pais/responsáveis conjuntamente” – finaliza Dra. Mabely Meira Fernandes.
Quando todos esses
dados são analisados pelas mantenedoras, a sensibilidade pedagógica e o amor à
educação fala mais alto na tomada de decisão em relação aos reajustes
praticados; pois para 76% das donas de escolas, mesmo sendo pressionadas pelos
custos, elas afirmam que os benefícios que a nova Lei gera superam os gastos
quando se olha com o olhar educador dos ganhos que trará, no longo prazo, para
o crescimento dos alunos enquanto pessoas e futuros cidadãos de nosso país.
A
PESQUISA MEIRA FERNANDES
Este é o 4º ano
que a Meira Fernandes realiza a pesquisa de índices de reajustes de
rematrículas, matrículas e inadimplência no segmento educacional. A pesquisa
realizada de maneira presencial e também digital, foi endereçada as donas das
escolas particulares, as chamadas “Mantenedoras” e também a seus diretores da
área financeira, que responderam ao questionamento feito de maneira direta e
objetiva com cerca de 16 perguntas que buscam trazer um retrato claro do setor
e os impactos sofridos ao longo do ano.
PARA ACESSO A PESQUISA COMPLETA CLIQUE AQUI
E-mail: marketing@meirafernandes.com.br
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