Programas de voluntariado, consultoria especializada e apoio a eventos de adoção são algumas das ações que podem ser implementadas
O
conceito ESG vem ganhando força entre as empresas brasileiras. Levantamento da
Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio) mostra que 71% das empresas já
implementaram ou iniciaram iniciativas ESG. Apesar disso, a causa animal ainda
é pouco lembrada dentro dessa agenda. Proteger e promover o bem-estar dos
animais também é uma forma concreta de gerar impacto socioambiental positivo.
“Estamos diante de um novo paradigma em que inovação e impacto
caminham juntos. Empresas que integram a causa animal às suas estratégias ESG
não apenas cumprem uma responsabilidade ética, mas criam valor tangível para
colaboradores, consumidores e investidores”, afirma Juliana Camargo, presidente
e fundadora do Instituto Ampara Animal.
Com base na atuação do Instituto e nas demandas corporativas mais
frequentes, Juliana Camargo elenca algumas formas práticas de integrar a causa
animal à agenda ESG. Confira!
1
- Programas de voluntariado corporativo (pilar social)
Empresas podem criar oportunidades para que seus colaboradores
atuem como voluntários em ações voltadas ao cuidado com a fauna. Atividades
como enriquecimento ambiental em mantenedores de animais silvestres, plantio de
árvores e apoio logístico em centros de proteção são formas eficazes de engajar
o time com causas sociais relevantes.
2
- Consultoria especializada em bem-estar animal (pilar socioambiental)Organizações que desejam incorporar o
bem-estar animal às suas diretrizes ESG podem contar com consultorias especializadas
para estruturar políticas internas alinhadas a esse propósito. Isso inclui
práticas corporativas relacionadas ao uso ético de animais em campanhas,
incentivo a ações educativas para colaboradores, desenvolvimento de
treinamentos e integração de valores socioambientais à cultura organizacional.
3 - Eventos de adoção e apoio a protetores (pilar social)
Promover eventos de adoção responsável, em parceria com abrigos e protetores
locais, é uma maneira de estimular o engajamento da comunidade e fortalecer
redes de proteção animal. Essa iniciativa também contribui para reduzir o
número de animais em situação de vulnerabilidade.
4 - Mutirões de castração por meio de parcerias estratégicas (pilar
socioambiental)
Investir ou apoiar financeiramente mutirões de castração é uma
forma concreta de atuar no controle populacional ético de cães e gatos. Essa
ação tem impactos diretos na saúde pública, no equilíbrio ambiental e na
diminuição do abandono.
“Quando a empresa decide inovar olhando para a causa animal, ela
deixa de enxergar o ESG como um checklist e passa a encarar a biodiversidade
como ativo estratégico. Os resultados aparecem em reputação, atração de
talentos, acesso a capital e, principalmente, na construção de um futuro que
garanta o equilíbrio e a convivência humano-fauna”, finaliza a fundadora do
Instituto.
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