Em 2024, 71% dos estudantes do ensino
superior utilizaram IA nos estudos; plataforma criada na Bahia já conta com
mais de 100 mil usuários
O termo “aprendizagem personalizada”
refere-se a uma abordagem educacional que considera as necessidades,
interesses, aspirações e até mesmo as origens culturais de cada estudante. Em
vez de um modelo único para todos, essa metodologia ajusta o ensino ao ritmo e
às preferências do aluno, tornando a aprendizagem mais eficiente e significativa.
A Inteligência Artificial tem
revolucionado diversos setores, e a educação não é exceção. No Brasil, onde as
desigualdades educacionais são significativas, a IA surge como uma ferramenta
promissora para personalizar o ensino. Por aqui, sete a cada dez estudantes
usam IA na rotina de estudos, de acordo com a pesquisa Inteligência Artificial
na Educação Superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras do
Ensino Superior (Abmes).
A personalização do ensino é uma
abordagem pedagógica que busca adaptar o processo de aprendizagem às
necessidades individuais dos alunos. No entanto, em um país de dimensões
continentais como o Brasil, com mais de 47 milhões de estudantes na educação
básica (INEP, 2022), implementar práticas personalizadas de ensino é um desafio
complexo. A Inteligência Artificial emerge como uma solução viável, permitindo
a análise de grandes volumes de dados e a criação de estratégias de ensino
adaptativas.
Na educação, o uso da IA inclui
sistemas de tutoria inteligente, plataformas de aprendizagem adaptativa,
análise preditiva de desempenho e ferramentas de feedback automatizado. No
Brasil, startups e instituições de ensino têm adotado soluções baseadas em IA.
Um exemplo é a plataforma emy,
que já é utilizada por mais de 100 mil usuários nacional e internacionalmente.
“Nosso objetivo é continuar transformando o cenário educacional brasileiro e,
ao mesmo tempo, explorar novos mercados. Acreditamos que a emy tem potencial
para se tornar referência global em IA aplicada à educação”, afirma José
Messias, CEO da emy
No último ano, dos 9,9 milhões de
estudantes matriculados no ensino superior, 4,9 milhões optaram pela modalidade
EAD. Essa modalidade de ensino está se consolidando como uma alternativa
acessível e popular entre os brasileiros. Mantendo a tendência de crescimento,
espera-se que, ainda neste ano, o número de matrículas na modalidade a
distância supere o da educação presencial.
Além disso, a quantidade de cursos e
polos também tem crescido significativamente. Em apenas cinco anos, o número de
cursos EAD no Brasil aumentou 232%, de acordo com o Censo do MEC. Entre 2023 e
2024, os polos de educação a distância cresceram quase 11%, totalizando mais de
51 mil unidades em todo o país. Esses números evidenciam a crescente
competitividade do mercado educacional online, abrindo espaço para novas
tecnologias que podem auxiliar os alunos e professores no dia a dia.
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