quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Uso de IA na educação cresce e já impacta mais da metade dos universitários brasileiros

Em 2024, 71% dos estudantes do ensino superior utilizaram IA nos estudos; plataforma criada na Bahia já conta com mais de 100 mil usuários
 

O termo “aprendizagem personalizada” refere-se a uma abordagem educacional que considera as necessidades, interesses, aspirações e até mesmo as origens culturais de cada estudante. Em vez de um modelo único para todos, essa metodologia ajusta o ensino ao ritmo e às preferências do aluno, tornando a aprendizagem mais eficiente e significativa. 

A Inteligência Artificial tem revolucionado diversos setores, e a educação não é exceção. No Brasil, onde as desigualdades educacionais são significativas, a IA surge como uma ferramenta promissora para personalizar o ensino. Por aqui, sete a cada dez estudantes usam IA na rotina de estudos, de acordo com a pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes). 

A personalização do ensino é uma abordagem pedagógica que busca adaptar o processo de aprendizagem às necessidades individuais dos alunos. No entanto, em um país de dimensões continentais como o Brasil, com mais de 47 milhões de estudantes na educação básica (INEP, 2022), implementar práticas personalizadas de ensino é um desafio complexo. A Inteligência Artificial emerge como uma solução viável, permitindo a análise de grandes volumes de dados e a criação de estratégias de ensino adaptativas. 

Na educação, o uso da IA inclui sistemas de tutoria inteligente, plataformas de aprendizagem adaptativa, análise preditiva de desempenho e ferramentas de feedback automatizado. No Brasil, startups e instituições de ensino têm adotado soluções baseadas em IA. Um exemplo é a plataforma emy, que já é utilizada por mais de 100 mil usuários nacional e internacionalmente. “Nosso objetivo é continuar transformando o cenário educacional brasileiro e, ao mesmo tempo, explorar novos mercados. Acreditamos que a emy tem potencial para se tornar referência global em IA aplicada à educação”, afirma José Messias, CEO da emy 

No último ano, dos 9,9 milhões de estudantes matriculados no ensino superior, 4,9 milhões optaram pela modalidade EAD. Essa modalidade de ensino está se consolidando como uma alternativa acessível e popular entre os brasileiros. Mantendo a tendência de crescimento, espera-se que, ainda neste ano, o número de matrículas na modalidade a distância supere o da educação presencial. 

Além disso, a quantidade de cursos e polos também tem crescido significativamente. Em apenas cinco anos, o número de cursos EAD no Brasil aumentou 232%, de acordo com o Censo do MEC. Entre 2023 e 2024, os polos de educação a distância cresceram quase 11%, totalizando mais de 51 mil unidades em todo o país. Esses números evidenciam a crescente competitividade do mercado educacional online, abrindo espaço para novas tecnologias que podem auxiliar os alunos e professores no dia a dia.


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