quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

CARNAVAL E SEGURANÇA DIGITAL: COMO SE MANTER SEGURO DURANTE AS FESTAS

Especialista em crimes digitais explica como se manter seguro durante o período de Carnaval

 

O Carnaval é um dos momentos mais aguardados do ano, marcado por alegria, blocos de rua, desfiles e muita festa. No entanto, enquanto os foliões se divertem, criminosos também estão de olho nas oportunidades que surgem em meio à agitação. O furto de celulares se tornou um dos crimes mais comuns nesse período, e o prejuízo pode ir muito além da perda do aparelho. Com o aumento da tecnologia, os golpistas buscam acessar dados sensíveis das vítimas, como documentos, redes sociais e, principalmente, contas bancárias. 

De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo, apenas em 2024, mais de três mil furtos de celulares foram registrados durante o Carnaval. No pré-Carnaval de 2025, o estado de São Paulo registrou 880 furtos de celulares, sendo 590 apenas na capital. Apesar de o número representar uma redução de 60% em relação a 2024, não deixa de ser essencial adotar medidas de segurança antes e depois de um furto ou roubo. 

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes eletrônicos e CEO da Enetsec, a perda do aparelho é apenas o começo do problema. "Há muitos casos em que familiares e amigos podem ser atingidos por golpes, ao acreditarem que estão falando de fato com o dono do celular", alerta o especialista. Ele reforça ainda que "as ameaças virtuais seguem crescendo na mesma proporção que as novas tecnologias, tornando os ataques virtuais cada vez mais corriqueiros e sofisticados. Todas essas ocorrências deixam um alerta: se atente aos seus dados". 

Para minimizar os riscos e evitar prejuízos maiores, é essencial adotar medidas de segurança antes e depois de um furto ou roubo de celular durante o Carnaval. Confira as dicas do especialista!
 

Antes da festa: prevenção é a melhor estratégia

  • Ative a autenticação em dois fatores: Essa medida adiciona uma camada extra de proteção em aplicativos bancários e redes sociais, dificultando o acesso por parte dos criminosos.
  • Use senhas fortes e diferentes para cada serviço: Evite senhas fáceis e faça combinações complexas para dificultar invasões.
  • Cadastre um e-mail de recuperação seguro: Isso facilita a recuperação de contas em caso de roubo.
  • Mantenha um backup atualizado: Armazene arquivos importantes na nuvem para evitar perdas definitivas.
  • Evite levar o celular para blocos superlotados: Se possível, utilize um aparelho mais antigo ou mantenha o smartphone em um local de difícil acesso para ladrões.


Se o celular for roubado ou furtado:

  • Faça o Boletim de Ocorrência: Pode ser realizado online ou na delegacia. "Assim, é possível evitar que você seja responsabilizado por possíveis usos indevidos de informações e serviços disponíveis no celular, além de realizar junto à operadora o bloqueio do IMEI, dificultando o uso do aparelho pelos criminosos", explica Castilho.
  • Bloqueie a linha telefônica: Entre em contato com a operadora para impedir chamadas e recebimento de SMS. Anote o protocolo de atendimento.
  • Bloqueie as operações bancárias: Informe ao banco sobre o roubo e solicite o bloqueio da conta para evitar transações indevidas.
  • Informe seus contatos: Publique um aviso nas redes sociais ou avise amigos e familiares para evitar que caiam em golpes como pedidos de dinheiro via PIX.
  • Apague os dados do celular remotamente: Tanto no iOS quanto no Android, é possível apagar informações à distância antes que o aparelho seja acessado pelos criminosos.
  • Recupere suas senhas: Assim que possível, adquira um novo chip com o mesmo número e altere as senhas dos aplicativos e serviços conectados ao celular.

Mesmo após o Carnaval, essas dicas são válidas para qualquer situação em que a segurança digital esteja em risco. "O importante é estar sempre atento aos seus dados e tomar medidas prévias para dificultar ao máximo qualquer tentativa de acesso indevido", finaliza Castilho.

 

Wanderson Castilho - Com mais de 5 mil casos resolvidos, o perito cibernético e físico, utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA. Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário