Resultado consta de estudo apresentado neste sábado
(22) no ESGO 2025 - Congresso da Sociedade Europeia de Ginecologia Oncológica,
realizado em Roma.
O
câncer de ovário é o terceiro tipo de tumor ginecológico mais comum nas
mulheres. Mais de 90% dos casos ocorrem no epitélio, tecido que recobre os
ovários. Um estudo apresentado neste sábado (22) pelo professor Ignace Vergote,
da Universidade de Leuven, na Suíça, mostrou que tratamento com o imunoterápico
pembrolizumabe combinado com a quimioterapia, seguido da manutenção com
pembrolizumabe e a terapia-alvo olaparibe aumentaram a progressão livre da
doença em mulheres com câncer de ovário avançado em comparação com a
quimioterapia isolada. O aumento foi de aproximadamente oito meses.
“A
imunoterapia ainda não é uma realidade no câncer de ovário. Vários estudos
foram negativos com a adição da imunoterapia. Porém, juntamente com o estudo
DUO-O, esse estudo demonstrou que a imunoterapia associada a olaparibe pode ser
benéfica em determinada população com câncer de ovário sem mutação do gene
BRCA”, afirma o oncologista Eduardo Paulino, da Oncologia D’Or.
O estudo
A
pesquisa envolveu 1.367 pacientes com câncer de ovário em estágios 3 e 4, que
não apresentavam mutação do gene BRCA 1 e 2. Elas foram divididas em três
grupos. Formado por 454 mulheres, o grupo controle recebeu placebo associado à
quimioterapia, seguido de placebo. No segundo grupo, foram administrados
quimioterapia e imunoterapia para 458 pacientes, seguido de imunoterapia e
placebo. As 455 participantes do terceiro grupo receberam quimioterapia e
imunoterapia, seguido de imunoterapia combinada à terapia-alvo. Os medicamentos
foram dados após um ciclo inicial de quimioterapia
Após
acompanhar as participantes por 25,9 meses, os pesquisadores observaram que a
progressão livre da doença no terceiro grupo foi maior no que no grupo
controle. O benefício foi observado neste grupo até a análise final, feita após
um acompanhamento de 39,8 meses. As taxas de eventos adversos relacionados ao
tratamento para câncer avançado foram de 65,7% no primeiro grupo, 55,9% no
segundo e 51,1% no grupo controle.
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