Autoconfiança, flexibilidade de horários e feedbacks rápidos são práticas das pessoas nascidas entre os anos de 1997 e 2010, que revolucionaram o mercado de trabalho ao unir ambições profissionais a propósitos de vida
Na era da transformação digital, a
entrada da Geração Z no mercado de trabalho tem revolucionado a dinâmica
empresarial, trazendo consigo características marcantes e uma visão única sobre
o ambiente profissional. São consideradas pertencentes a essa geração as
pessoas nascidas entre os anos de 1997 e 2010, período que envolve grandes
transformações mundiais, como a popularização da TV por assinatura, a
consolidação da internet como veículo de comunicação em massa e o crescimento
econômico da China em oposição à crise econômica mundial.
A Geração Z destaca-se por sua
natividade digital, empoderamento, criatividade, empreendedorismo e habilidades
multitarefas. Sua ascensão no cenário profissional tem redefinido a dinâmica
tradicional do trabalho, como o engajamento em causas sociais e a busca
incessante por propósito, que implica na construção de algo maior que não apenas
uma carreira. Além, é claro, do investimento em práticas no ambiente de
trabalho que promovam o bem-estar, que incluem flexibilidade, feedbacks
rápidos e desenvolvimento e valorização da autoconfiança.
Por outro lado, a geração é apontada
como a menos engajada e comprometida com o trabalho, com baixa tolerância à
frustração e altas expectativas a respeito ao rápido crescimento profissional,
gerando embates com as gerações anteriores, sobretudo com os millennials, que
compõem o grupo de pessoas nascidas imediatamente antes, entre os anos de 1981
e 1996, também chamado de Geração Y.
As duas gerações se contrapõem em
algumas questões e isso se estabelece como uma tendência de mercado, também
apontada como millenials rage e gen Z rage, conforme pontua Ellen Murray,
especialista em RH da Refuturiza. “Enquanto os
millenials acreditam que a vida deles é o trabalho e, ao mesmo tempo,
frustrados porque acharam que educação garantiria estabilidade, os jovens da
geração Z são mais desapegados, independentes e céticos, colocando um propósito
acima de uma carreira. São também extremamente autoconfiantes, posicionam-se
fortemente e são adeptos das plataformas de comunicação instantânea, sobretudo
à base de texto”, explica a profissional.
Conforme aponta Ellen Murray, o embate
entre as gerações tem se tornado algo cada vez mais palpável no mercado de
trabalho, mas há alguns ensinamentos intrínsecos às características da
geração Z que — se compreendidos pelos millennials — serão capazes de fazer com
que o ambiente profissional se torne cada vez mais saudável, empático e
produtivo, permitindo que profissionais de diferentes áreas possam upar
em suas carreiras; confira:
1- Nativos digitais
inovadores. Crescendo em um mundo digital, os
integrantes da Geração Z são nativos digitais, absorvendo conhecimento
principalmente através da internet. Essa afinidade com a tecnologia se reflete
em métodos de aprendizagem inovadores, como tutoriais online e abordagens
práticas, permitindo um desenvolvimento contínuo.
2- Comunicação rápida
e feedback construtivo. Adeptos
das plataformas de comunicação instantânea, comunicar-se abertamente e fornecer
feedback constante são práticas essenciais para promover um ambiente saudável e
de aprendizado contínuo. A saúde mental agradece.
3- Autoconfiança. Ter autoconfiança é um dos pontos fortes da geração Z, que
não costuma se intimidar em uma disputa, porque acredita na potência do seu
trabalho e na sua capacidade de gerar resultados.
4- Diversidade,
equidade e inclusão. A geração Z cresceu
em um ambiente cada vez mais diversificado e globalizado e valoriza ambientes
de trabalho que promovam o respeito, a aceitação e a igualdade. Ambientes
inclusivos incentivam a contribuição de diferentes pontos de vista, promovendo
soluções criativas e eficazes e criando culturas organizacionais mais positivas
e colaborativas.
5- Propósitos e
engajamento em causas sociais. Caracterizada
por sua impaciência, a Geração Z traz consigo um profundo engajamento em causas
sociais. Essa combinação influencia a forma como encaram o trabalho, buscando
propósito e significado em suas atividades diárias.
6- Flexibilidade e
autonomia. A Geração Z valoriza um ambiente de
trabalho flexível, que permita conciliar a vida profissional e pessoal. A busca
por autonomia se traduz na gestão de metas para evitar a monotonia e incentivar
o alto desempenho.
7- Desenvolvimento de soft skills. Reconhecendo a importância das habilidades interpessoais, empresas podem investir no desenvolvimento de soft skills, como empatia, colaboração e inteligência emocional.
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