Segundo dados da Climatempo, a cidade
de São Paulo já registra uma temperatura 2,9oC acima da média máxima
para dezembro, e o mês pode terminar ainda mais quente, estimulando a demanda
por produtos como bebidas, vestuários, ventiladores e aparelhos de
ar-condicionado
A nova onda de calor que afeta grande parte do País deve fazer deste dezembro um dos mais quentes já registrados. Segundo a Climatempo, maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina, só nas duas primeiras semanas do mês, a cidade de São Paulo registrou uma temperatura média de 30,5oC. Comparado aos dados de dezembro dos últimos 30 anos, isso é quase 3oC acima da média máxima, e as projeções apontam que ela pode ser ainda mais alta, chegando a 35,5oC. Se o aumento na temperatura traz desconforto para algumas pessoas, o varejo, por outro lado, comemora e espera que as vendas subam no mesmo ritmo.
“Variações mais intensas no clima impactam diretamente a vida das pessoas, com reflexo na forma como se deslocam, se divertem e, claro, consomem. As marcas já detectaram essa relação e, agora, utilizam informações sobre os fenômenos climáticos para traçar estratégias e prever o comportamento do consumidor”, analisa Willians Bini, meteorologista e Head de Comunicação da Climatempo. Desse modo, acrescenta, buscam assegurar que o cliente encontre o produto desejado no momento que ele mais precisa, e evitar que se repita o que se observou recentemente, com falta de itens como ventiladores e aparelhos de ar-condicionado nos pontos de venda.
Uma demonstração de como os hábitos dos consumidores são influenciados cada vez mais pelo clima é que ao menos 17 milhões de pessoas visitam diariamente o portal da Climatempo para saber a previsão de tempo e decidir o que irão comprar ou fazer. A relação entre o clima e as vendas é atestada diariamente por marcas de diferentes segmentos.
Segundo Bini, fabricantes de bebidas aproveitam as mudanças climáticas como oportunidade não só para vender mais, mas também para desenvolver produtos sazonais ou novos sabores alinhados às preferências dos consumidores em cada situação de clima. Da mesma forma, as redes de supermercados, bares e restaurantes reforçam seus estoques de acordo com o que se espera do clima.
Isso porque as ondas de calor no Brasil têm efeito direto sobre as vendas de bebidas geladas, cujo consumo pode aumentar em até 40%, especialmente o das não alcoólicas, incluindo a água. De acordo com a Climatempo, a cada aumento de 0,5oC na temperatura média diária, as vendas de cerveja aumentam em até 1,5%. Períodos de calor intenso também favorecem o comércio de roupas de verão, com incremento de até 9% nas vendas.
“O planejamento das empresas com base nas previsões meteorológicas
torna-se crucial, pois o estoque de itens sazonais como roupas de verão e
bebidas precisa ser ajustado de acordo com as projeções climáticas para
otimizar as vendas”, lembra o Head de Comunicação da Climatempo. “Possuir
informações específicas, que permitam prever com antecedência o comportamento
do clima e por consequência, o do consumidor, torna-se cada vez mais
estratégico para as marcas”, completa Willians Bini.
Climatempo
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