A diretoria colegiada da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, após realizar uma audiência
pública no último dia 1° de dezembro, reabrir, através de uma consulta pública,
a discussão sobre a proibição dos cigarros eletrônicos que existe desde
2009.
"Ocorre que o texto da Consulta
Pública 1222, de 04 de dezembro de 2023, mostra que a opção da Anvisa não é a
de regulamentar o uso dos vapes no Brasil, mas sim de manter a proibição que já
existe", alerta a advogada Claudia de Lucca Mano, especialista em
vigilância sanitária e assuntos regulatórios.
A ementa da Consulta Pública dispõe:
“Proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o
armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para
fumar.”
Na visão de Claudia Mano, a expectativa
era que a Anvisa discutisse uma possibilidade de regulamentação dos
dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos,
vapes, pods, e-ciggarettes, e-pipe, e-cigar e heat not burn. " A Anvisa
fez muito barulho por nada, frustrando os entusiastas da redução de danos,
empresas e cidadãos interessados numa regulamentação mais proativa por parte da
Agência. A redução de danos interessaria aos tabagistas, que enxergam no vape a
possibilidade de trocar o cigarro convencional por uma alternativa que
(acreditam) seja menos prejudicial", pontua a especialista.
Para a advogada, a regulamentação seria
importante para retirar o produto do "mercado negro" e estabelecer
parâmetros de qualidade. "Acredito que regulamentando, criando parâmetros,
controlando a qualidade, a toxicidade e a composição dos produtos, a Anvisa
teria ferramentas para proteger a sociedade brasileira dos cigarros eletrônicos
clandestinos, que hoje inundam o mercado e são vendidos sem qualquer controle,
e consumidos por adolescentes", frisa.
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