As altas temperaturas atingidas no país
pedem cuidados redobrados

O calor pode agravar os sintomas do Lúpus
Pacientes com doenças reumáticas, em especial o lúpus, precisam
redobrar os cuidados com o calor intenso que vem atingindo todo o país. Embora
a doença não seja causada diretamente pelas altas temperaturas, algumas pessoas
podem ter os sintomas agravados pelo calor.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) anunciou
que o Brasil vem enfrentando grandes ondas de calor, o que levou a instituição
a ampliar o alerta de “grande perigo” para nove estados na semana passada. Este
alerta só é emitido quando um fenômeno meteorológico é de intensidade excepcional.
Além das ondas de calor, o tempo está mais seco e com
baixa umidade do ar. Diante do alerta, o Ministério da Saúde (MS) recomendou
que a população fique ainda mais atenta à hidratação do corpo (ingestão de
líquidos) e a proteção solar na pele (exposição e uso de filtro solar).

A ingestão de água é uma das principais recomendações
O Ministério também destacou que os riscos podem ser maiores para os pacientes com doenças crônicas. A recomendação é que consultem o seu médico, pois existem questões específicas que precisam ser observadas com maior atenção neste momento.
Gatilho para doenças reumatológicas
Entre as doenças crônicas, está o Lúpus, que acomete predominantemente mulheres. Autoimune, a condição pode manifestar sintomas em diferentes partes do corpo e requer um cuidado maior com relação à exposição ao sol.
“Os pacientes com Lúpus precisam ficar sempre atentos ao sol e às altas temperaturas. O sol pode ser responsável por desencadear uma reação imunológica, agravar os sintomas da doença e piorar o estado geral do paciente. Neste momento, com as ondas de calor, os cuidados devem ser redobrados”, explica a médica Carla Dionello, presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro (SRRJ).
A especialista destaca ainda que as temperaturas mais altas podem causar erupções cutâneas (lesões de pele), fadiga, dores articulares e outros sintomas em pessoas com lúpus. “O uso do protetor solar com FPS 30 ou superior deve ser diário para todos, mas principalmente para quem tem a doença. Além do produto, os pacientes devem usar barreiras físicas como bonés, chapéus, óculos de sol e roupas que não expõem a pele à luz solar”, completa.

O uso de protetor solar com FPS 30 ou superior é obrigatório
Recomendações para cuidar da saúde no calor:
• Reaplique o protetor solar a cada 2 horas
• Considere a quantidade de uma colher de chá para cada região do
corpo
• Evite o sol, principalmente, entre 10h e 15h
• Use roupas de cor clara e confortáveis
• Não faça atividades físicas sob o sol
• Beba bastante água
• Dê preferência a alimentos frescos, frutas e verduras
• Fique em locais com sombra ou utilize sombrinhas e guarda-chuvas
• Mantenha os ambientes bem ventilados ou climatizados
“Cada paciente é único e os sintomas e desencadeadores específicos
podem variar. Por isso, é muito importante procurar o atendimento médico em
caso de emergência ou intensificação dos sintomas. Além disso, se a tendência é
que as temperaturas fiquem mais elevadas, portanto, paciente e médico precisam
conversar para que este fator desencadeante afete o menos possível a qualidade
de vida de quem tem lúpus”, finaliza a presidente da SRRJ.
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Dra. Carla da Fontoura Dionello é a atual presidente da SRRJ (Biênio 2023-2024).
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