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| Funcionária do hospital se emociona junto aos autocolantes com rostos dos reféns do Hamas (crédito imagem: Divulgação Rambam HCC) |
Foram
distribuídos cerca de 50 mil autocolantes com os rostos dos mais de 200 reféns
detidos em Gaza –mulheres e homens, de bebês até idosos. Numa demonstração de
apoio, funcionários, pacientes e visitantes do Rambam HCC colocaram
autocolantes nas suas roupas, cada um representando um refém. Foram
distribuídas fitas amarelas. Os participantes escreveram mensagens de apoio num
grande cartaz e colocaram autocolantes noutros dois cartazes – os três formaram
o pano de fundo do ato.
O
professor Miki Halberthal, diretor geral do hospital, abriu a cerimônia com a
seguinte mensagem: “Dentro da família Rambam, há vítimas assassinadas,
feridas e raptadas, e enviamos abraços amorosos às famílias”. Ele continuou:
“Israel está passando por um dos momentos mais difíceis. São dias críticos, mas
não devemos desistir. Durante milhares de anos, o povo de Israel resistiu a
inúmeras provas. Conhecemos o sofrimento e a dor mais do que qualquer outra
pessoa, mas nunca desistimos. Força de vontade e resistência são sinônimos para
nós. Também superaremos esse teste”.
Membros
da família de Ofir Tzarfati (27 anos), de Kiryat Ata, e Alon Ohel (22), de
Levon, na Galileia, ambos sequestrados no festival de música Nova em Re’im,
juntaram-se à manifestação de solidariedade.
Seguindo
a fala de Halberthal, Keren Ram Bar-Yosef, psicóloga clínico do Rambam HCC
e tia de Alon Ohel, explicou como a família da instituição e Ohel estão
interligadas. No passado, a avó e uma tia de Ohel eram enfermeiras no hospital.
Keren compartilhou: “Alon é um músico talentoso. Ele esteve no festival Nova
com quatro amigos. Dois foram assassinados e dois ficaram feridos.” Na última
foto de Alon, ele é visto vivo sendo levado em uma caminhonete branca cheia de
terroristas. Desde então, não ouvimos nada”.
Quando
a mãe de Alon, Idit, soube do sequestro, decidiu focar no lado positivo. “‘O
bem traz o bem’, disse ela, “focar no bem nos dará força, e tenho certeza de
que de alguma forma Alon sentirá isso, onde quer que esteja”. A psicóloga
continuou: “A linguagem molda a consciência”. Ela transmitiu outra mensagem da
mãe de Alon: “Vamos deixar a frase ‘reféns’ de lado e usar a frase
‘repatriados’ porque eles retornarão. Procuramos trazê-los todos para casa
antes que seja tarde demais”.
Rachel
Tzarfati, mãe Tzarfiti de Ofir, dirigiu-se à multidão. “Ele foi comemorar seu
27º aniversário”. Ao relatar os acontecimentos que levaram ao sequestro de seu
filho, ela compartilhou: “A partir de depoimentos de testemunhas e telefonemas,
entendemos que ele e seu parceiro, Shoval Gal, estavam tentando escapar do
festival de música Nova. Ofir, então, escolheu salvar Shoval e colocá-la em um
veículo em movimento e resgatou muitas vítimas adicionais antes de cuidar de si
mesmo.
“Ofir
conseguiu fazer contato e eu disse a ele: Ofir, esta é a missão da sua vida,
você tem que se salvar”, lembrou Tzarfati. “Ofir e Romi Gonen, que estava
sentada ao lado dele, foram forçados a entrar num veículo do Hamas. Desde
então, não temos mais informações sobre Ofir: não sabemos a extensão dos seus
ferimentos, se sobreviveu ou se os seus ferimentos foram tratados. Perguntas
difíceis para as quais não temos respostas...”.
Shoval
Gal, parceira de Tzarfati, esteve com ele no festival Nova e graças a ele
sobreviveu e pediu aos funcionários do Rambam HCC que continuassem a luta
com eles: “Estamos felizes por cada um que volta para casa, para suas famílias.
Devemos continuar esta luta pelas mulheres, pelos homens, pelos pais, por
todos”.
Mais
tarde, uma oração foi feita pelos reféns, pelos soldados das Forças de Defesa
de Israel (FDI) e pelas forças de segurança. No final da oração, as centenas de
presentes responderam em conjunto “Amém”. A cerimônia no hospital, realizada no
último dia 23 de novembro, foi comovente e muitas lágrimas foram derramadas
enquanto a família Rambam HCC permanecia unida, rezando pelo
regresso seguro dos reféns.

Visitantes retiram autocolantes com rostos dos reféns do Hamas na entrada do hospital em Haifa
(crédito imagem: Divulgação Rambam HCC)
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